A finalidade deste Blog é divulgar as Vozes do Céu através das Mensagens dos Sagrados Corações de Jesus,Maria,José e do Divino Espírito Santo,dos Anjos e dos Santos,transmitidas ao Vidente Marcos Tadeu,nas Aparições de Jacareí-SP/Brasil. São as mais intensas,extraordinárias e últimas Mensagens dadas ao mundo para que se converta e tenha paz.Nestas Santas Aparições São José deseja que nos Consagremos a Ele ,que o invoquemos como Amantíssimo Coração de São José e também como
CORAÇÃO PATERNAL DE SÃO JOSÉ,para que Ele possa nos conduzir pelo caminho da Santidade e nos leve ao verdadeiro Amor a Jesus e Maria.

domingo, 30 de março de 2014

Revelação dos Sofrimentos Secretos de Nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Paixão - nas Aparições de Jacareí








Dia 01/04/94 Sexta feira Santa
 
“Meus queridos filhos, hoje venho para revelar o 'mar de sofrimentos' que o Meu Filho padeceu por AMOR a vocês...
Meu filho, escreva tudo o que Eu lhe revelar... Sinta Comigo a Angústia Extrema do Coração de Jesus em Sua Paixão...
Arrependa-se dos seus pecados... Volte a DEUS, e diga a humanidade que faca o mesmo!...”
 
Revelação dos Sofrimentos Secretos de
Nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Paixão
 
(Marcos): (Vi Nossa Senhora abrir urna 'grande janela', como se fosse uma tela de cinema. Vi urna noite escura e o Senhor passava num lugar repleto de árvores. Atravessou-o, entrou numa casa grande. Subiu uma escada.
Jesus estava com urna túnica branca, um Manto azul. Seus olhos azuis brilhavam. Sua Barba era pequena e bem feita. Os Cabelos eram escuros como os de Nossa Senhora. Sua altura: 1,80 m aproximadamente. Os Doze Apóstolos O acompanhavam.
Começaram a arrumar a grande sala. Puseram uma grande toalha branca sobre urna mesa. Três dos Apóstolos colocaram jarros sobre a mesa. Trouxeram pães. Um Apóstolo, o mais jovem, colocou vinho numa taça.
No caminho, eles haviam disputado entre si quem deles seria o mais importante no REINO de Jesus. O Senhor Jesus pegou uma bacia, próximo da mesa, colocou água e começou a lavar os pés dos Discípulos. O primeiro foi Bartolomeu.
Ao chegar aos pés do Judas, que era o penúltimo, pareceu ficar um pouco mais 'triste'. Foi lavar os pés de Pedro, e ele recusou-se, Jesus lhe disse que se não lhe lavasse os pés, não teria parte com ELE. Ele então pediu que Jesus lhe lavasse não só os pés, mas a cabeça o as mãos também.
Jesus sabia quem o trairia, por isso, falou que nem todos estavam limpos. Jesus começou a falar:)
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Quem quiser ser o maior, que seja o menor de todos. Quem quiser ser Senhor, seja menor, para MIM, é sempre o maior."
 
Todos ficaram envergonhados por seu orgulho. Jesus ficou mais triste daí por diante. Disse que ansiava por aquela Ceia, pois não A comeria mais aqui na terra.
Nossa Senhora continuou a me mostrar... Jesus tomou um pão grande. Olhou para o Céu e pronunciou as palavras eternamente Sagradas:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Tomai e comei, isto é o Meu Corpo...Tomai e bebei, isto é o Meu Sangue, Sangue da Nova e Eterna Aliança, que é derramado por vós..."
 
Em seguida, dirigiu as palavras do conforto contidas no Evangelho de São João. Falou que um dos Apóstolos O trairia. Todos espantados, começaram a se perguntar quem seria.
Como João estivesse mais próximo de Jesus, Pedro pediu-lhe que perguntasse quem seria, com um aceno da cabeça.
João perguntou, e Jesus respondeu-lhe que seria o que colocasse a mão no prato com ELE. Quando Jesus levou Sua Mão, Judas colocou a mão no prato de molho com Jesus e todos ficaram desconcertados.
Jesus lhe disse que fizesse logo o que havia de fazer. Saiu correndo... Estava com o próprio ódio do satanás. Foi falar com os chefes dos fariseus, que tratavam em como prender Jesus.
No Cenáculo, Jesus exortou os discípulos à extrema confiança. Guardaram as coisas da Ceia... Jesus rezava também no silêncio do Coração pela Igreja, que continuaria a renovar Seu Sacrifício, por todos os séculos até que volto outra vez. Os Apóstolos não entenderam por que Judas saiu.
Saíram todos da casa. Jesus começou a descer por um vale escuro, cheio de árvores. Entrou no Jardim das Oliveiras. Os Apóstolos ficaram no começo do Horto. Jesus entrou com os mais íntimos. Deixou-os e pediu-lhes que rezassem muito. Afastou-se Sozinho, dizendo:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Minha ALMA está triste até a morte..."
 
Sentia o demônio tentá-LO, a fim do que ELE SE acovardasse e abandonasse o Plano de DEUS. Jesus viu a humanidade, a inumerável multidão de almas que se condenaria, não obstante o Sacrifício de SUA Vida. Viu o Coração de SUA Santa MÃE transpassado de Dor...
Vi Nossa Senhora em Sua casa, sendo avisada por um Anjo de que Seu Filho estava em Agonia, e que começou a SUA Dolorosa Paixão. DEUS Lhe pediu que ficasse a noite toda em oração, colaborando em íntima união com Jesus. A Agonia que Ela sentia a partir daquele instante junto com ELE, era mortal. Jesus e Nossa Senhora eram torturados por Dores atrozes.
Vi Jesus procurar os Apóstolos. Dormiam... Jesus olhou tristemente, e lamentou o fato de não estarem rezando. Disse-lhes:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Não podeis rezar e vigiar COMIGO nem por uma hora? Sem oração, que 'força' tereis? Vigiai e orai, para que não caiais em tentação..."
 
Afastou-SE de novo, Prostrou-SE sobre urna pedra grande e gelada. Rezava e pedia ao Eterno PAI que se pudesse, afastasse aquele 'cálice'...Não se fizesse porem, a SUA Vontade... SUA Agonia era tão intensa, que não podia SE erguer do chão.
Pela Segunda vez buscou o conforto dos Discípulos, mas, encontrou-os num sono mais profundo ainda. Voltou ao mesmo lugar e continuou a rezar. SEU Suor começou a ficar vermelho, com gotas do Sangue manchando o SEU Rosto. SEUS Vestidos também ficaram manchados de Sangue. Passou bastante Tempo naquela Cruenta Agonia. O Suor desapareceu, secou-LHE, e já não via mais os traços de Sangue.
Buscou o conforto dos Discípulos. Despertou-os e eles acordaram. Foram para a porta do jardim. Judas chegou com um grande conjunto do homens armados para prender Nosso Senhor Jesus Cristo. Judas O beijou no Rosto.
Jesus lhes perguntou sem demora a quem vieram buscar. Dada a sua resposta, Jesus respondeu que era ELE. Caíram por Terra, pelo Poder que invadiu o lugar. Ficaram assim todos prostrados por algum tempo, menos os discípulos, que continuaram em pé.
Levantaram-se ainda atordoados e Jesus lhes perguntou do novo a quem vieram buscar Eles responderam de novo que buscavam a Jesus de Nazaré. ELE lhes disse que era ELE mesmo, e que portanto, deixassem ir livres os outros.
Pedro cortou a orelha de um deles, o Nosso Senhor curou-a, e ordenou a Pedro que guardasse a espada na bainha. Fê-lo com Autoridade, admoestando-lhe que todo o que pela espada vivesse, por ela morreria... Recordou-lhe SEU PODER e CONDIÇÃO, dizendo:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Crês tu que não posso invocar Meu PAI, e ELE não ME enviaria imediatamente mais de doze Legiões de Anjos?...
Mas, como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais é preciso que isto seja assim? Acaso não beberia EU, do Cálice que Meu PAI ME dá a beber?..."
 
Amarraram com brutalidade as Mãos de Jesus. Os Apóstolos fugiram, com medo, escondendo-se por detrás dos arbustos dos jardins. João e Pedro O seguiam de longe. Um jovem chamado Marcos, envolto num lençol, foi pego enquanto seguia Jesus, mas conseguiu fugir.
Davam-LHE socos, bofetadas, a fim de que ELE andasse mais rápido. Diziam:
 
(Soldados e fariseus) "- Anda, Rei dos Judeus! Onde estão teus cavaleiros para TE conduzir agora?"
 
Jesus tropeçava muitas vezes, porque era puxado pelas cordas das Mãos, era então chutado, pisado, e jogavam-LHE pedras. Jesus ouvia tudo em silêncio. Insultado, não reclamava nunca.
Subiram grande quantidade de escadarias. Chegaram ao Palácio de Anás. Este o interrogava, mas Jesus ficava em profundo silêncio. Deu-se a cena da bofetada do servo de Anás e eis que começaram a espancá-LO, enfurecidos pelo silêncio de Jesus. Anás LHE disse:
 
(Sumo Sacerdote Anás) "- Finalmente, falso Rel dos Judeus, caíste em minhas mãos!"
 
Arrastaram-NO Palácio a dentro, até Caifás e os chefes dos judeus. lnterrogaram-NO. Os olhos de Caifás brilhavam de um ódio intenso. Trouxe várias testemunhas falsas. Jesus ficava em silêncio ouvindo tudo. Caifás o intimou a dizer se era o Filho de DEUS. Jesus lhe disse:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Tu o dizes! Um dia ME vereis sentado á direita do PAI, vindo sobre as nuvens do Céu."
 
(Caifás) "- Blasfemou"
 
...gritou Caifás, rasgando as próprias vestes, e pronunciando a sentença de morte. Todos gritaram que era réu de morte. Mandaram levá-lo a Pilatos, porém, como já era tarde, decidiram esperar o dia amanhecer Alguns gritavam:
(Multidão dos fariseus) "- Vais morrer, falso Rei e Filho de DEUS!" Caifás ordenou:
 
(Caifás) "- Levem-NO ao calabouço!" Caifás jogou-LHE um pano branco, o os soldados davam-LHE socos, dizendo:
 
(Soldados o fariseus) "- Adivinha, Cristo, quem foi que TE bateu? " Os fariseus retorciam-se de tanto rir Escarraram-LHE no Rosto tantas vezos, que o horror era insuportável... Nossa Senhora então disse:)
 
(Nossa Senhora) "- Levaram-NO ao subterrâneo... No calabouço, as torturas aconteciam uma após a outra...
Arrastaram Meu Filho por urna escadaria abaixo, com as pernas amarradas... Jogaram-NO numa caverna subterrânea, cheia de imundícies... Pegaram aqueles excrementos, e LHE puseram á força na Boca...
Continuavam a LHE dar pancadas... Amarraram-NO em uma coluna, superaqueceram urna chapa metálica, e colocaram-na debaixo de SEUS Pés... Ó, que Dor sem igual se apoderou do Meu Filho!... Quando LHE tiraram a chapa metálica, ficou esta cheia de pedaços de Carne e Pele dos SEUS DIVINOS Pés... (aqui Ela interrompe e chora...)
Meus filhos, depois deste horrível tormento, como podem continuar a pecar, a renovar tamanho Sofrimento de Meu Filho?...
Pegaram-NO pelos Cabelos, e em seguida, arrastaram-NO calabouço a dentro... iam chicoteando-O pelo chão, agora, já impregnado de pedaços de Carne e Sangue... Pauladas, chutes e socos, eram-LHE desferidos sem cessar...
Colocaram as Mãos de Jesus na chapa quente, tirando-LHE a pele das Mãos... Amarraram-NO de Cabeça para baixo num poste, marcavam-NO com pontas de ferro aquecidas...
Sentaram-NO numa cadeira de pregos pontiagudos, que perfuraram o SEU Corpo DIVINO... Perfuravam-NO pouco a pouco, com pontas de lança...
O Meu Filho ficou irreconhecível... A aparência humana havia desaparecido...
Jogaram-NO em urna cela por urna metade de hora... Estas celas eram muito escuras, e Jesus ficou mergulhado em agonia, até que O levaram á Pilatos. Mal ELE podia enxergar o caminho, tantos eram os pontapés que LHE davam...
Pilatos não estava nada contente em ser incomodado pelos judeus. Pilatos olhou para o Meu Filho, cheio de escarros, cuspes, Sangue, manchas roxas em toda parte do SEU Corpo Santíssimo...
Os judeus começaram a acusá-LO injustamente... Pilatos não queria se envolver... mandou que eles próprios O julgassem, contudo, queriam que O condenasse á morte...
Pilatos O enviou a Herodes, quando soube que Jesus era Galileu. Empurravam-NO com urna brutalidade extrema... Pilatos sabia que Meu Filho era inocente, por isso, em sua consciência, não queria sequer tocar em Jesus...
Herodes, por sua vez, LHE perguntou muitas coisas, mas... Jesus não o respondeu, porque ele era um homem desonesto...
Herodes jogou-LHE uma cortina branca, cuspiu-LHE, e mandou-O a Pilatos outra vez. O povo gritava que fosse a todo custo condenado. Pilatos insistia:
 
(Pôncio Pilatos) "- Mas vou crucificar o vosso Rei?" Eles gritavam que não tinham outro Rei senão César... Pilatos mandou trazer Barrabás, um ladrão perigoso, e o colocou ao lado de Meu Filho.
Pilatos disse ao povo que escolhessem qual dos dois queriam que ele soltasse. Escolheram Barrabás... Pilatos ordenou que flagelassem o Meu Filho...
Amarraram-NO em uma grande coluna com as Mãos para cima. Rasgaram-LHE as vestes, e chicotearam-NO sem piedade... A cada chicotada, Jesus estremecia, e era assolado por uma Dor sem igual... Pedaços de Carne e Sangue voavam por cima dos carrascos...
Desprenderam-NO da coluna, e caiu na 'poça' de Sangue que se formou aos SEUS Pés, como se fosse um 'verme aniquilado'.... Contemplem, Meus filhos, cada ferida, cada Chaga... Adorem este Sangue, que foi o 'preço' da salvação de vocês!...
Meus filhos, Jesus sofreu tudo isto por causa dos pecados de impureza, de pornografia... (pausa)
Sejam puros!... Sejam como os lírios cândidos e sem mancha! Imitem a pureza de Jesus... Olhem como sofria tanto em Sua Carne Imaculada!...
Jogaram-NO sentado em uma laje cheia de pregos pontiagudos, que se cravaram nas Pernas e no Corpo do Senhor... Que Dor inigualável!...
Um soldado trançou uma 'coroa de espinhos', e, com toda a forca, colocou-a na Cabeça de Jesus... SUAS Pernas estavam perfuradas pelos pregos...
Atravessavam-LHE a Língua com pregos e espinhos da 'coroa'... Também O açoitavam com ramos de espinhos... (pausa)
Convertam-se! Arrependam-se de seus pecados!..."
(Observação - Marcos): (O quanto esta Aparição durou, eu não saberia dizer, talvez cerca 30 minutos e ocorreu ás 19:00 hs. Quando me acontecem estas coisas, a noção do tempo o espaço não são mais as mesmas, não sei dizer ao certo, apenas que enquanto Nossa Senhora falava, desenrolavam-se as cenas diante do mim naquela 'grande tela' que Nossa Senhora abriu)
 
Dia 02/04/94 Sábado Santo
 
Continuação da Revelação das Dores Secretas de
Nosso Senhor Jesus Cristo
 
(Marcos): (Nossa Senhora apareceu, a 'grande janela' abriu-se novamente, as cenas voltaram, e enquanto tudo se desenrolava, Ela me dizia:)
(Nossa Senhora) "- Depois de Jesus ter sido 'coroado', escarravam-LHE no Rosto, davam-LHE socos e pontapés... Seus risos e gargalhadas diabólicas, O matavam antes da hora... Diziam:
 
(Soldados e fariseus) "- Salve, Rei dos Judeus! Onde estão os TEUS súditos? Será que os TEUS súditos são mesmo tão fiéis a TI? Ó, o Rei dos Judeus vai morrer? Sim, vai!!!"
(Nossa Senhora) "- Riam, davam-LHE pauladas e mais pauladas na Cabeça... Jogaram-LHE um manto púrpura nas Costas, á moda de Rei... Jesus já estava atordoado de tantos golpes, e de tanta Dor... O Sangue que escorria da coroa de espinhos' LHE colava os Olhos, e O impedia de ver o que quer que fosse. Pilatos mandou trazê-LO para fora. Gritou:
 
(Pôncio Pilatos) "- Eis o Homem!" Todos gritavam:
 
(Multidão dos fariseus) "- Crucifica-O!!! " Crucifica-O!!! " ...foi nesse momento que cheguei trazida por João, Maria Madalena e outras mulheres, embora tivesse visto tudo o que LHE aconteceu durante a noite e a manhã, através das visões que o Altíssimo Me concedeu...
Vi Meu Filho ser condenado... Que Dor para ELE, ao ver aquela multidão alucinada pedir Sua Morte!... O Meu Coração Imaculado 'estremeceu' de urna Dor tão grande, que ninguém jamais poderá sentir, conhecer, ou perscrutar...
Pilatos lavou as mãos, dizendo ser inocente do Sangue de Jesus. Trouxeram-LHE a Cruz... Puseram-NA nos Ombros, e gritaram que A levasse...
Mal ELE podia enxergar o caminho... Não se tratava de uma trave, como muitos pensam, mas de uma Cruz inteira. Jesus era para eles como o "criminoso" mais procurado em toda a região, por isso, visto que conseguiram prendê-LO, LHE colocaram todo ódio possível. Puseram-LHE uma Cruz inteira a levar...
O povo todo ia gritando pelo caminho... Atiravam-LHE pedras nas Pernas...
A poeira se colava ao Sangue que escorria da 'coroa de espinhos', e LHE impedia completamente a visão do caminho. Caiu por 3 vezes... A cada vez que caía, davam-LHE pauladas e pedradas nas Pernas. Estas pauladas afundavam mais ainda os pregos, dentro das Pernas de Jesus... ELE não tinha mais o governo delas, e por isso não podia mais caminhar...
Apareceu um homem chamado Cireneu, e os soldados, com medo que Jesus morresse pelo caminho, o obrigaram a carregar a Cruz atrás de Jesus... Corri ao encontro de Meu Filho, e esperei-O num ponto do caminho com João, Maria Madalena e minha irmã (parente), Maria de Cléofas...
Aproximou-se o cortejo sangrento: nenhuma palavra. Falaram os Olhos... Falou o Coração... Ele olhou-Me no fundo dos Olhos, e no Coração falou:
"- Minha Mãe!..." e Eu, num ímpeto de Dor e de AMOR, disse-LHE:
"- Meu Filho..."
Os soldados O empurraram para andar mais depressa. O povo O empurrava de um lado para o outro com a Cruz... Isto Me causava Angústia Mortal, sem que soubesse o que fazer...
Oferecia ao Pai Celestial NOSSOS Dois Corações Unidos, Feridos e Esmagados, pela Dor!... Jamais haverá outro OFERTÓRIO na face da Terra, capaz de operar (suprir, reparar; satisfazer á Justiça DIVINA) a sua REDENÇÃO (a REDENCÃO do gênero humano) com DEUS...*
*(O sentido do que Nossa Senhora disso aqui Nenhum outro Sacrifício poderá jamais Igualar-se ao Dela e de Jesus)
Urna mulher, Verônica, passa por entre os soldados com coragem heróica, e enxuga o Rosto de Jesus... Jesus deixa-Ihe a Face impressa na toalha... Mostrou a todos a toalha com o Rosto impresso, a fim de que acreditassem mas...com um empurrão dos soldados, cai no chão... e o 'cortejo sangrento' continua avançando...
Maria Madalena ajudou Verônica a se levantar. Eu Lhe dizia:
 
"- DEUS A abençoe, Minha Filha, por Seu testemunho no meio dos lobos vorazes! DEUS Lhe dê a Vida Eterna!..."
Muitas mulheres vinham chorando o sofrimento DELE... Vi Meu Filho cair segunda vez debaixo da Cruz... As mulheres aproximaram-se pressurosas para ajudá-LO, mas os soldados as impediram... Jesus voltou-SE para elas e disse:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Filhas de Jerusalém... Não choreis por MIM... Chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos... porque, se assim se trata o Justo e Santo... o que não deverá esperar os pecadores?
Se EU, que SOU Puríssimo, sou tratado assim, que fim terrível não será o dos pecadores?..."
 
Caiu urna terceira vez....Minhas Lágrimas rolavam sem parar... tornaram-se Lágrimas Sangrentas, que Eu ocultava com o Meu Manto...
Chegados ao cimo do Calvário, crucificaram os dois ladrões. Arrancaram com brutalidade a túnica de Jesus...
Alguma vez já tiveram um curativo tirado bruscamente de suas feridas depois de haver ficado intimamente colado a elas? Então podem imaginar o que foi para o Meu Filho Jesus, o arrancarem-LHE as roupas, coladas aos SEUS esfolados e ás Chagas... Os soldados diziam entre si:
 
(Soldados) "- Vamos deixá-LO nú, para que todos O vejam"
 
Quando ouvi isso, corri e dei-LHE o Meu Candido Véu, para que se cobrisse a SUA nudez... Afastaram-Me... contudo, vendo a Minha Aflição, estranhamente, compreenderam Meu gesto e desolação e não LHE tiraram totalmente as vestes, deixando as que ELE trazia por debaixo da túnica...
Começaram a crucificação... Empurraram Jesus e O estenderam na Cruz... Com grande brutalidade, esticararn-LHE as Mãos e os Pés, e com fortes marretadas cravaram-LHE as Mãos e os Pés...
O Sangue corria incessantemente... Ao mesmo tempo, o Meu Doloroso e Imaculado Coração sentia as mesmas marretadas a parti-LO, esmagá-LO, e feri-LO... Cravado já na Cruz, davam-LHE socos, pauladas e chutes no Corpo...
Começaram a levantar a Cruz com cordas amarradas a ela. Suspenderam a Cruz e a jogaram num buraco preparado... Ouvi o forte embate da Cruz no terreno, que O fez 'estremecer' violentamente de Dor...
Do alto da Cruz, ELE olhava toda a multidão que se juntou no Calvário. Ninguém viera para consolar, só para julgar, para condenar... Os soldados e os fariseus, diziam entre si e depois gritavam, tentando Jesus:
 
(Soldados e fariseus) "- TU que salvaste aos outros, salva-TE a Ti mesmo e nós acreditaremos... Desce da Cruz!" Todos riam... Jesus murmurou, do alto da Cruz:
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- PAI, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!..."
Fomos admitidos ao pé da Cruz, como a família do agonizante...Um dos ladrões também insultava Jesus, dizendo:
(O mau ladrão) "- TU não és o Cristo? Salva-TE a TI mesmo, e a nós também!" Mas o outro, Dimas, viu a paciência de Jesus em suportar tantos insultos, em rezar pelos seus próprios inimigos... Viu a sua própria vida levada sem DEUS, e pensou:
"- Este homem que até perdoa os inimigos, que suporta tudo isso, é o Filho de DEUS!"
Dimas olhou-Me aos pés da Cruz e murmurou, pedindo-Me que lhe obtivesse o perdão de Meu Filho... Olhei para o Meu Filho, e pedi-LHE que o perdoasse. Em seguida, Dimas respondeu ao outro ladrão:
 
(O bom Ladrão - São Dimas) "- Tu, estando á beira da morte não temes a DEUS? Nós estamos sofrendo porque merecemos, mas Jesus nada fez de mal.." e voltando-se para o Meu Filho, disse:
 
(O bom Ladrão - São Dimas) "- Senhor, lembra-TE de mim, quando estiveres no TEU REINO!" Jesus lhe respondeu:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Em verdade, em verdade EU te digo: hoje mesmo estarás COMIGO no Paraíso!..." Urna imensa escuridão envolveu a Terra, até a Hora da Morte de Jesus... De vez em quando, ouviam-se trovões e faiscavam relâmpagos...
Jesus viu-Me ao pé da Cruz... Olhou para Mim e disse:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Mulher, eis aí teu filho!..." E em seguida, disse a João:
 
(Nosso Senhor Jesus Cristo) "- Eis aí a Tua MÃE..."
 
...daquele momento em diante, Eu tornei-Me Mãe de todos os homens... O Sangue que escorria do SEU Sagrado Corpo, juntava-se ás Minhas Lágrimas de Sangue, que pingavam no chão poeirento do Calvário...
Naquele instante. a Minha Dor atingiu um vértice tão alto. que jamais nenhuma mente. nem humana. nem Angélica. poderá perscrutar...
Naquele instante também, foram-Me mostradas pelo Altíssimo, as cruzes de todas as almas futuras, e o quanto a Minha Presença Materna junto delas as ajudaria a também se oferecerem, em união com o Meu Jesus...
Doravante, deverei Eu estar junto de todos os doentes e agonizantes, para ajudá-los a sofrer e a morrer, como um grão de trigo caído na terra, para que muitas almas ressuscitem e se salvem...

Oração para pedir a Sabedoria - S.Tomás de Aquino





Concede-me, Deus misericordioso, quedeseje com ardor o que Tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do Teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que Tu queres que eu faça, e que o cumpra como é necessário e útil para a minha alma. Que eu chegue a Ti, Senhor, por um caminho seguro e recto; caminho que não se desvie nem na prosperidade nem na adversidade, de tal forma que Te dê graças nas horas prósperas e nas adversas conserve a paciência, não me deixando exaltar pelas primeiras nem abater pelas segundas.

Que nada me alegre ou entristeça, excepto o que me conduza a Ti ou de Ti me separe. Que eu não deseje agradar nem receie desagradar senão a Ti. Tudo o que passa se torne desprezível a meus olhos por Tua causa, Senhor, e tudo o que Te diz respeito me seja caro, mas Tu, meu Deus, mais do que o resto. Que eu nada deseje fora de Ti.

Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que Te conheça, uma vontade que Te busque, uma sabedoria que Te encontre, uma vida que Te agrade, uma perseverança que Te espere com confiança e uma confiança que te possua enfim. Concede-me ser atormentado com as Tuas dores pela penitência, recorrer no caminho aos Teus benefícios pela graça, gozar das Tuas alegrias sobretudo na pátria pela glória. Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos.

(carta 197) As tentações do diabo, do mundo e da carne - Santa Catarina de Siena



carta 197) As tentações do diabo, do mundo e da carne



Para Mateus de Orvieto
Saudação e objetivo
Em nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, caríssimo irmão e filho no doce Cristo Jesus, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, vos escrevo no seu precioso sangue, desejosa de vos ver como pedra firme, e não como folha levada por todos os ventos.
Três perigosas dificuldades
Porque a pessoa que não está alicerçada na rocha viva, que é Jesus Cristo – pondo o seu desejo somente em Deus e não nas realidades transitórias do mundo que passam como o vento – desanima por estar privada da graça divina. A graça conserva a alma, concede-lhe a vida e perfeita iluminação nas trevas, grande paciência, temor de Deus, humildade e amor fraterno pelo próximo. Essa pessoa não se impacienta sob o impacto das tribulações, nem falsamente sente-se feliz ao sopro das consolações espirituais, nem inflada de orgulho por causa da riqueza e da fumaça das honrarias humanas.
Nada disso lhe acontece, porque é firme. Seu alicerce é Cristo crucificado. A pessoa nem se preocupa com o sopro das três ventanias principais, causadas pelo diabo, pelo mundo e pela carne.
As tentações do diabo
Em primeiro lugar, do diabo procede a ventania de numerosas imaginações e tentações. A tentação de vaidade torna o coração leviano, imaturo, com forte desejo de alcançar altas posições no mundo; e que às vezes se apresenta em coloração de virtude. Essa é a pior ventania que se conhece. Somente a pessoa humilde não se deixa enganar por ela. A coloração de virtude, dada pelo diabo, é esta: a pessoa é maldosa e desprovida de virtude, mas tem um começo de desejo das coisas de Deus e dá algum sinal de virtude. Mas é ainda imperfeita, sem conhecimento de si e põe-se a investigar sobre a vida alheia, tanto material como espiritualmente. Então o diabo sugere um julgamento falso. A pessoa começa a julgar maldosamente o próximo, os servos de Deus e os amigos do mundo. E nem percebe o que o faz. Por que não percebe? Porque o diabo disfarçou o seu julgamento com o manto da virtude e a pessoa acha que faz o bem. Parece-lhe obter um duplo efeito, muitas vezes, como de estar fazendo um ato de culto a Deus. Mas engana-se porque age por orgulho. Se ela fosse humilde e se baseasse num conhecimento verdadeiro de si mesma, envergonhar-se-ia de emitir tais julgamentos; compreenderia que impõe regras a Deus. De fato, é o que faz ao criticar os servidores de Deus, ao querer orientar as pessoas segundo suas idéias e não como Deus as chama.
É por isso que a pessoa alicerçada na rocha viva, que é Cristo, oporá resistência a tais atitudes e, com muita humildade, procurará alegrar-se e glorificar a Deus pelos costumes e comportamentos dos seus servos; e, ao mesmo tempo, pedirá à misericórdia divina que olhe com piedade para aquelas pessoas, tirando-as do pecado e reconduzindo-as à virtude. Dessa maneira a pessoa tira uma rosa do espinheiro, conserva pura sua alma, sem dar asas à imaginação e enchendo à memória de fantasias sobre coisas espirituais e materiais. Isso fazem pessoas loucas, tolas e presunçosas que nada viram e investigam comportamentos alheios, de como fazer o bem. Essas se deixam levar pela ventania do diabo, tão perigosa. Ó boca maldita, como envenenaste com teu mau hálito o mundo, as pessoas do mundo e de fora dele, como ficou dito antes. Após julgar mal dentro de si mesma, tal pessoa, vazia põe-se a criticar, escandalizada com as coisas de Deus e do próximo. Uma pessoa assim deve ser evitada com santa prudência.
As tentações do mundo
Outra perigosa e perversa ventania é a do mundo. Consiste no egoísmo desordenado da pessoa complacente consigo mesma e que procura consolações e prazeres. Com o pensamento, ela esconde as trevas, a miséria e a transitoriedade do mundo, imaginando-o belo e agradável. Desse modo engana-se, imaginando que a vida é longa, quando na realidade é breve. Os prazeres, as consolações e a riqueza são vistos como coisas definitivas, e no entanto são mutáveis. Tudo nos é dado como empréstimo, para uso nas necessidades. Uma coisa é certa! Ou tais realidades são tomadas do homem, ou o homem é tomado delas. São retiradas de nós quando às vezes as perdemos, quando alguém no-la rouba ou por outros acontecimentos que as destróem e elas cessam. Digo que nós somos retirados dessas coisas, quando Deus nos chama, separando a alma do corpo. Então deixamos o mundo com seus encantos. E tal separação, nenhuma riqueza e nenhum poder conseguem evitar.
Dessa maneira a alma fraca e cega, que não elevou eu olhar acima da terra, como uma folha vai seguindo a ventania do próprio desordenado amor egoísta por si e pelo mundo. Da sua maldita boca saem, então palavras de inveja contra o próximo e murmuração, com elevada reputação de si. Muitas vezes com ódio e rancor contra o próximo. Muitas vezes, a pessoa se apossa de coisas alheias, com juramentos, perjúrios e falsos testemunho. Chega-se até a desejar a morte do próximo. Tendo o dever de amar todo mundo, a pessoa se transforma num devorador da carne e dos bens do próximo. Inteiramente volátil, poucas vezes completa um ato de virtude começado. A vida foi montada sobre a areia, onde edifício algum pode ser construído, sem logo cair por terra. Tal pessoa não possui a graça divina, perdeu a luz da razão. Caminha como animal, não como ser racional.
Por conveniência e necessidade, precisamos estar alicerçados na rocha viva. As pessoas que nela põem seu pensamento e seu amor não podem ser abaladas nem se deixam abalar por essa ventania maldosa do mundo. Tais pessoas até lhe opõem resistência e se defendem, desprezando o mundo com sua vaidade e seus prazeres. Elas eliminam o orgulho  com grande humildade e desejam a pobreza voluntária. E quem possui riqueza e alta posição social, conserva-as, mas  com amor e santo temor, como despenseiro de Cristo, socorrendo os pobres, ajudando os servidores de Deus, respeitando-os, compreendendo que eles se dedicam à oração com anseios, suores e lágrimas diante de Deus, a favor de todos. Estes vivem felizes sempre e em todas as situações, uma vez que se libertaram da desordem da vontade e do egoismo. Sendo tão importante esse alicerce na rocha, não se deve esperar para consegui-lo, pois desconhecemos o futuro.
As tentações da Carne
A terceira ventania consiste na tentação da carne. Ela espalha um mau cheiro intolerável, não apenas para Deus, mas também para os demônios, tornando a pessoa bestial. Torna-se como os animais, sem vergonha. Como o porco, a pessoa revolve-se na lama, na lama da desonestidade. Em qualquer estado de vida esteja, arruina-se. Se é casada, envenena o amor matrimonial. O que deve fazer com temor de Deus, ela o faz com amor desordenado e pouco honesto. Essas miseráveis pessoas não pensam na grande dignidade a que chegou a própria carne humana na união com Deus em Cristo. Se refletissem, prefeririam morrer e não se entregarem a tão grande baixeza. Sabes a que ponto chega esse mau hálito, que envenena todos os que de tal pessoa se aproximam? O coração da pessoa se torna suspeito, a língua murmura e blasfema, achando que existe nos outros a mesma coisa que existe nela. A pessoa assemelha-se a um doente, que estragou o próprio estômago. Ela acha ruim, como algo estragado, não somente o alimento normal, mas também aquele que o médico lhe prescreveu. E maravilha-se de que uma pessoa sadia, que come seu alimento, não sinta o mesmo sabor que ela sente. Assim os pecadores, que se entregam ao prazer da carne, arruinam a própria sensibilidade e a da comunidade dos que vivem no mesmo vício, e ficam escandalizados relativamente aos justos. Escandalizam-se até do próprio matrimônio, que Deus lhes deu como condescendência à sua frágil enfermidade, a própria esposa. Tendo um coração desordenado, até o amor da esposa lhe faz mal. Ciúmes e suspeitas fazem tais pessoas julgar má uma pessoa reta, e passam a odiar e desprezar o que deveria ser um justo amor. Em tal pessoa há um modo de ver. É seu olho que está doente. Não fosse assim, julgaria de outro modo. Oh! Quantos defeitos e inconvenientes procedem dessa ventania da carne! É algo que corrói por dentro. Como o mau hálito sai da boca, assim a pessoa julga mal a própria esposa. Disso deriva um outro defeito: se por inspiração divina ocorre à pessoa um bom desejo de corrigir-se e de viver bem o matrimônio, o verme da suspeita já penetrou no seu corpo e apaga o perfume da virtude, e sua podridão renasce. O que antes agradava à pessoa, passa a desagradar-lhe. Não tem constância, nem perseverança na virtude. A pessoa volta atrás, não examina o próprio erro e a própria doença (espiritual). E tudo isso sucede porque falta ao pecador  o alicerce na rocha viva ao ser atingido e forçado pela ventania da carne. É preciso que a pessoa se livre do apodrecido alicerce da impureza, fundamentando-se na rocha viva, Cristo. Então, a ventania da carne não a prejudicará. Ao contrário, poderá resistir com a virtude da continência e da pureza, disciplinando a vontade mediante a razão e o desejo santo, dizendo a si mesma: “Envergonha-te minha alma, por enfeares o teu rosto e corromperes teu corpo na impureza. Foste feita à imagem e semelhança de Deus. E tu, carne, foste elevada a uma altíssima dignidade na uniã da natureza divina com a humana (em Cristo) e foste elevada acima de todos os coros dos anjos”. Então a pessoa sentirá o perfume da virtude e o desejo de remediar com a vigília de oração e o conhecimento de si mesma. Ninguém se oponha ao conhecimento de si mesmo, mergulhando a mente em fortes imaginações e movimentos fisicos que ocorreram. O conhecimento de si será uma água que apagará a chma dos movimentos impuros. Que a pessoa não tenha medo de pegar a cruz, nela apoiar-se e navegar com os meios acenados antes, fundamentando-os na rocha viva, com firmeza e perseverança até a morte. Todos percebem que a perseverança é a que obtém a coroa.
Exortação e conclusão
Caríssimo irmão e filho, quero que vos liberteis da falta de perseverança e comeceis a entrar em vós mesmo. Conforme se vê diante de Deus, parece-me que desde algum tempo não pensais em vós mesmos. Tudo isso acontece porque o alicerce não foi bem construído nem fundamentado na rocha viva. Não por outro motivo acontece que os servos de Deus não perseveram; é a falta de perfeitos fundamentos. Como são fracos, desprovidos da virtude da fortaleza e sem a proteção da prática da virtude, ao serem atingidos pelas fortíssimas ventanias do diabo, do mundo e da carne, caem. Por isso, pensando nos remédios para vossas quedas, na necessidade que tendes de tomá-los e de refazer com grande humildade e desapego de vós mesmo o fundamento (da vida espiritual), afirmei que estava desejosa de vos ver como pedra firme, alicerçada na rocha viva que é Jesus Cristo, e não assentada na areia. Espero, na infinita bondade divina, que aceiteis com humildade a procura do conhecimento de vós mesmo e que cumprais a vontade divina e o meu desejo: que recupereis a vida da graça, vos livreis das trevas e tenhais a perfeita iluminação.
Nada mais acrescento. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Jesus doce, Jesus amor.

(carta 272) Resumo do livro “O diálogo” Santa Catarina de Siena

(carta 272) Resumo do livro “O diálogo”



Esta carta foi escrita de próprio punho por Santa Catarina em outubro de 1377. Fala de uma impressionante experiência mística, tida pela santa no dia de São Francisco de Assis. É como um resumo de sua obra prima o Diálogo.
Para frei Raimundo de Cápua
Saudação e objetivo
Em nome de Jesus Cristo crucificado e da bondosa Maria, caríssimo e bondoso pai em Jesus Cristo, eu Catarina, serva e escrava dos servos de jesus, vos escrevo no seu precioso sangue, desejosa de vos ver seguidor e amante da verdade, qual verdadeiro filho do crucificado. Ele é a verdade e a flor perfumada na ordem e na hierarquia da santa Igreja, e vós também deveis sê-lo. Ocorre não desanimar e não retroceder por causa das numerosas perseguições. Seria muito louco aquele que desprezasse uma rosa por medo dos espinhos! Quero vos ver como homem forte, sem medo de ninguém. Estou certa de que, pela infinita bondade divina, se realizará este meu desejo.
Necessidade de reforma da Igreja.
Caríssimo pai, revesti-vos de fortaleza na doce esposa de Cristo. Quanto mais ela sofre dificuldades e amarguras, tanto mais a verdade divina promete enchê-la de felicidade e conforto. Sua felicidade será esta: a reforma mediante pastores santos e bons, autênticas flores a dar perfume e glória a Deus pelas virtudes. Essa é a reforma necessária, ou seja, a dos sacerdotes e pastores. A essência dessa esposa não carece de reforma, pois não descrece nem é prejudicada pelos delitos dos ministros. Alegrai-vos, portanto, na amargura! Deus prometeu dar-nos a paz depois da angústia.
Três pedidos a Deus
Tal foi a consolação que recebi ao chegar-me a carta do bondoso papai (2) e a vossa. Sofre muito pelo dano causado à santa Igreja e por causa de vossa tristeza, segundo quanto experimentei dentro de mim no dia de São Francisco. Fiquei feliz, porque me tirastes a preocupação. Tendo lido as cartas e compreendido tudo, pedi a uma serva de Deus (a própria Catarina) que oferecesse lágrimas e suores em favor da santa Igreja e pela doença do papa. Por graça divina, imediatamente cresceram, fora de medida, o desejo santo e a alegria. Aquela serva ficou esperando que amanhecesse para ir à missa, pois era o dia de Maria (3). Chegada a hora da missa, colocou-se no seu lugar, meditando sobre a própria imperfeição e envergonhado-se diante de Deus. Elevada por inflamado anseio, fixou o olhar da fé na verdade eterna e apresentou-lhe quatro pedidos, enquanto se conservava a si mesma e seu diretor espiritual (4) diante da Igreja, esposa de Cristo.
Em primeiro lugar, implorou a reforma da santa Igreja. Então Deus Pai, deixando-se obrigar pelas suas lágrimas e amarrar-se pelo seu desejo, disse: “Minha filha querida, vê como está suja a face da Igreja devido à impureza, egoísmo, orgulho e ganância dos seus ministros.
Derrama lágrimas e suor, hauridos na fonte da minha caridade, e lava-lhe o rosto. Afirmo-te que sua beleza não virá da espada, da violência e da guerra, mas da paz, das orações humildes e contínuas, do suor e das lágrimas, do amor inflamado dos meus servidores. Realizarei teu desejo em grandes sofrimentos, mas nunca vos faltará minha providência”.
Embora tal resposta contivesse a salvação do mundo todo, assim mesmo a oração desceu ao particular e a serva rogou por todo o universo. Então Deus Pai fez-lhe ver o amor com que criara o homem e disse: “Vê como todos me ofendem! Considera, filha, os diversos e numerosos pecados com que me atingem. Sobretudo o infeliz e abominável egoísmo, fonte de todos os males, com o qual envenenaram o mundo todo. Por isso vós, meus servidores, ponde-vos diante de mim, com muita oração. Assim diminuireis a severidade do meu julgamento. Saibas que ninguém pode escapar das minas mãos.
Com o pensamento, olha para minhas mãos”. Em pensamento aquela serva viu o mundo inteiro nas mãos de Deus, que disse: “Deves saber que ninguém escapa de minhas mãos. Por justiça ou por misericórdia, todos estão nelas. Todos os homens me pertencem, todos saíram de mim; amo-os inefavelmente. Usarei de misericórdia graças aos meus servidores”. Então aquela serva sentia-se feliz e ansiosa por causa da chama de amor que aumentava. Mostrava-se grata a Deus. Compreendia que Deus lhe manifestava os pecados dos homens, a fim de que ela se aplicasse com maior empenho e maior amor. De fato, tanto se avolumou a chama sagrada do amor, que nenhum valor atribuía ao suor de água que transpirava, e desejava que seu corpo suasse sangue. Disse ela: “Ó minha alma, perdeste todo o tempo de tua vida! Eis o motivo por que sobrevieram tantos males e danos à santa Igreja e ao mundo, seja em geral como em particular. Por essa razão, quero que remedies agora com suor de sangue”.
A serva, sob o impulso do desejo santo, elevou-se ainda mais e na fé meditava sobre a caridade divina. Ela percebeu e experimentou quanta obrigação temos de procurar a glória e o louvor de Deus mediante a salvação dos homens. Aliás, justamente a isso a verdade eterna vos (5) convida e conclamava em resposta ao terceiro pedido, relativo à vossa salvação. Dizia Deus: “Filha, eu quero que ele procure com todo empenho a própria salvação. Mas isso seria impossível, tanto para ele como para qualquer outra pessoa, sem passar por muitos sofrimentos, conforme eu os permitir. Dize-lhe: “Já que desejas ver-me honrado na santa Igreja, então aceita o sofrimento com amor e paciência”. Será essa a prova de que ele e os demais servidores realmente procuram a minha glória.
Jesus, a ponte para todos
Somente assim ele será um filho caríssimo e repousará sobre o peito de meu Filho unigênito, ponte construída por mim a fim de que todos possais alcançar, experimentar e obter o prêmio pelas fadigas suportadas. Filho, sabeis que a estrada (para o céu) foi interrompida pelo pecado e desobediência de Adão. Ningué mais conseguia atingir a meta; já não se realizava meu plano, segundo o qual criara o homem a minha imagem e semelhança desejoso de que ele alcançasse a vida eterna e participasse e experimentasse minha suma e eterna bondade. Esse pecado deu origem a males e sofrimentos, bem como a um rio cujas as ondas continuamente esbravejam. Para não vos afogardes connstrui uma ponte em meu Filho, pela qual poderíeis passar. Usai vossa fé e vede como do céu a ponte chega à terra. De fato, se tal ponte fosse algo de terreno não possuiria a grandiosidade necessária para transpor o rio e dar-vos a vida. Tal ponte une o céu com a terra. É desse vosso enteresse portanto caminhar por ela procurando a glória do meu nome mediante a salvação dos homens, suportanto numerosas dificuldades na dor, seguindo as pegadas do amoroso e doce Verbo encarnado. Sois meus operários postos a trabalhar na vinha da Santa Igreja, pois desejo ser misericordioso para com o mundo. Cuidai, porém, de não irdes pelo caminho de baixo; não é essa a estrada verdadeira.
Os que vão pelo Rio do pecado
Sabes quais são os que vão por baixo desta ponte? São os iníquos pecadores. Em favor deles eu quero que me implores lágrimas e suor pois jazem nas trevas do pecado mortal. Eles vão pelo rio e se não aceitarem o meu jugo irão para a eterna condenação. Numerosos pecadores por medo do castigo dirigem-se para a margem e abandonam o pecado mortal. Ao sentirem seus males, deixam o rio. Se não forem negligentes, senão adormecerem no egoísmo atingirão a ponte e a ela subirão pelas práticas da virtude. Mas se continuarem no egoísmo e na negligência tudo lhes parecerá difícil.  Sem perseverança qualquer evento contrário os fará retornar ao pecado.
Os que sobem pela ponte
Aquela serva vira as diversas maneiras como os homens se afogavam no rio do pecado; por isso Deus Pai lhe disse:”olha agora os que vão pela ponte de Cristo crucificado”. Ela os viu correr rapidamente pois estavam livres do peso da vontade própria. Eram os verdadeiros filhos. Após desprezar a si mesmos, caminhavam inflamados de desejos santo, unicamente a procura da glória divina e da salvação dos homens. Sobe seus pés corria água do rio do pecado, pois caminhavam pela ponte de Cristo crucificado. Caminhavam sobre espinhos, mas estes não lhes causavam dor. Graças a sua caridade, não se preocupavam com os espinhos das perseguições. Pacientemente abandonavam as riquezas, que (também) são espinhos cruéis e mortais para aqueles que as conservam em desordenado amor; abandonavam-nas como se fossem um veneno. Sua única preocupação era alegrar-se na cruz de Cristo, único valor de suas vidas.
Outros caminhavam (pela ponte) por quê? Porque não procuravam o Cristo crucificado na fé, mas consolações espirituais, atitude esta que torna imperfeito o amor freqüentemente paravam, à semelhança de Pedro antes da paixão, no tempo em que somente se preocupava em gozar da companhia de Cristo. De fato quando lhe foi retirada a consolação Pedro fracassou mas ao fortificar-se no desprezo de si, nada mais quiz a não ser o conhecimento e procura de Cristo crucificado. Também os imperfeitos são fracos e não progridem no desejo santo quando lhe são tiradas as consolações do espírito. Nos sofrimentos, tentações do demônio, atrativos humanos, dificuldades pessoais, sentem-se privados do objeto que amavam e desanimam, abandonam a seqüela de Cristo. Por meio de Cristo eles tencionavam seguir Deus Pais no prazer das consolações, visto que no Pai não acontecem dores; mas somente em Jesus.
Aquela serva compreendia que a fraqueza dos imperfeitos só pode ser corrigida se eles seguirem o fim, dizia lhe Deus Pai: “ninguém pode vir a mim a não ser por meio do meu Filho unigênito. Foi ele que reconstruiu a estrada que deveis percorrer. Ele é o caminho, a verdade, a vida. As pessoas que vão por tal estrada conhecem experimentalmente a verdade, saboreiam o amor inefável por ele vivido nos sofrimentos. Sabes muito bem que, se eu não vos tivesse amado, não teria dado este Redentor. Amei-vos desde a eternidade preparei meu filho Unigênito e o entreguei a uma horrível morte na cruz. Por sua obediência e morte destruiu a desobediência de Adão e a morte da humanidade. É nele que os homens conhecem a verdade a seguem e atingem a vida eterna. Percorrendo os caminhos de Crito, chegam ao portal da verdade, atravessam-no e chegam ao oceano da paz entre os bem aventurados. Como vês, minha filha, os imperfeitos não dispõem de outro meio para se fortalecerem. Somente por este caminho o homem se une a verdade e alcança a perfeição a qual o chamei. Todo outro meio é penoso e insuficiente o que faz o homem sofrer é o egoísmo espiritual ou sensível. Quem é altruísta, não sofre senão ao me ver ofendido por tal forma sob a direção da caridade, a pessoa torna-se prudente e jamais se afasta de minha doce vontade”.
Outros homens começava a subir para a ponte Cristo, mas reconheciam o próprio pecado unicamente por medo dos castigos deles decorrentes. Pelo medo, em si imperfeito, deixavam a vida de pecado. Destes, muitos passavam rapidamente do temor servil ao temor santo e caminhavam esforçadamente para o segundo e terceiro estado; muitos outros porém, sentavam-se negligentemente a entrada da ponte no temor servíl haviam começado a caminhar, mas aos poucos e na tibieza, sem nenhum amor pelo conhecimento da própria miséria e da bondade dívina presente neles. Por esta razão, continuavam na tibieza. A respeito destes últimos disse Deus Pai: “vê, filha querida, como é impossível a estes últimos não voltar atrás pois não praticam as virtudes. O motivo é este: o homem não vive sem amor, e seus eforços no conhecer e amar concentram-se no objeto amado. Se não procuram conhecer-se como encontrarão um modo de entender a grandeza de minha caridade? Ignorando, não amam; não amando, deixam de me servir.  Todavia se não me amam procurarão amar outras coisas; e retornam ao egoísmo! Essas pessoas procedem como o cachorro que come vomita olha para o que rejeitou abocanha-o e engole novamente. São homens negligentes tibios. Haviam se livrado de seus pecados na confissão por medo dos castigos e com pouco esforço tinham começado a trilhar o caminho de Cristo. Sem progredir, retrocedem. Ao se lembrarem dos pecados, não se recordam dos castigos e voltam ao prazer sensível. Perdem o medo, retornam ao pecado, alimentam-se de egoismo e de impureza. Mercem maior repreensão que os demais pecadores. Sou assim maldosamente ofendido pelas minhas criaturas. Por essa razão, filhos caríssimos, peço que não deixeis diminuir o vosso desejo. Que ele cresça e se alimente. Ergam-se meus servidores, aprendam com Cristo a por nos ombros as ovelhas desgarradas e as carregem com muitos sofrimentos, vigilias e preces. Assim, passarão pelo Cristo ponte e serão esposos. Filhos da verdade. Infundirei em vós a sabedoria e a luz da fé; conhecereis perfeitamente a verdade, atingireis a perfeição”.
Bons e maus pastores
Pai bondoso! A bondade e misericórida divina dignou-se revelar-me seus segredos, coisas que a língua humana não pode exprimir. E que ofuscam a inteligência. Minha capacidade de entender fica empobrecida e meu coração angustiado. A uma só voz clamam as minhas faculdades, desejosas de sair deste mundo imperfeito e ir para a meta final, na degustação da suma e eterna Trindade com os cidadãos do céu! Lá, rendem-se glórias e louvores a Deus, refugem as virtudes, bem como o ardor e a caridade dos autênticos pastores e santos religiosos, que foram neste mundo lâmpadas autênticas no candelábro da santa Igreja, e iluminaram o mundo inteiro. Ó Pai, que diferença entre eles e os pastores de nosso dia! sobre estes últimos lamentou-se Deus Pai, dizendo: “os pastores de hoje assemelham-se a mosquitos, afeios os animais que despreocupados, pousam em alimentos doces, cheirosos, e logo depois saem e vão por-se em cima de objetos apodrecidos e asquerosos. Os ministros de hoje, postos a saborear a suavidade do sangue de Cristo, não lhe dão valor. Ao deixar o altar, guardam o corpo de Jesus e os demais sacramentos preciosos cheios de suavidade insubestituíveis fontes de vida para quem os recebe dignamente, mas logo despreocupados, caiem na impureza do corpo e do espirito. É uma maldade vergonhosa, não somente para mim mas até os demônios sentem nojo de tão miseravel pecado”.
Quarto Pedido
Caríssimo Pai! Após ter respondido as três petições, Deus atendeu a quarta, na qual a serva emplora socorro e providência para um caso particular. Dele não posso falar por escrito; contarei de viva voz, se Deus não me der a graça de sair deste corpo antes de encontrar-vos. Nosso corpo possui uma lei, uma lei perversa que continuamente luta contra o espirito. Sabeís que digo a verdade! Seria uma graça se Deus me tirasse do corpo, como dizia, Deus se dignou responder a quarta petição e ao inflamado desejo daquela serva e disse: “Minha filha, a providência jamais faltará para quem a deseja, isto é, para quem espera em mim com perfeição. Refiro-me as pessoas que realmente me imploram no amor e na luz da fé, e não apenas com palavras. Quem me súplica só com palavras: “Senhor, Senhor”, jamais experimentara minha divindade, minha providência. Não os reconheço. Quem me invoca sem virtudes só o reconheço pela justiça e não pela misericórida, afirmo-te pois que minha providência não falha em favor dos que esperam em mim. Quero porém, que te dirijas a mim na paciência. Eu desejo ajudar estas pessoas e todos os que criei a minha imagem e semelhança num grande ato de amor”.
A ilusão dos pecadores
Obedecendo à ordem divina, a serva olhou com fé para o abismo da caridade divina e compreendeu que Deus é bondade. Bondade suma e eterna, que únicamente por amor criou os homens e os remiu no sangue de Cristo, o qual por amor tudo nos dá. Tanto o sofrimento como o prazer, tudo provém do amor divino como providência em prol da salvação dos homens. Disse Deus Pai: “Tudo isso é comprovado pelo sangue derramado por vós. Todavida os pecadores cegos de egoísmo, impacientam-se contra mim. Para próprio prejuízo e dano, interpretam mal e no ódio tudo o que realizo por amor deles, no intuito de livra-los das penas eternas e dar-lhes o céu. Por que se lamentam de mim? Por que odeiam o que deveriam respeitar? Por que emitem juízos sobre os meus ocultos designios, todos eles rétissimos? Assemelham-se aos cegos que pelo tato, gosto e audição, pretende julgar sobre o bem e o mal, baseando-se no seu conhecimento débil e escasso, recuzando-se a opinião de quem encherga. Parecem ainda com um cego louco que pelo tato falaz, não distingue as cores; ou pelo paladar ignora que sobre o alimento andou um animal imundo; ou pelo ouvido não sabe que o cantor pode dar-lhe a morte. Age deste modo quem não tem fé. Ao sentir o prazer oferecido pelo mundo, julga-o coisa ótima; sem perceber que tal prazer constitui apenas uma venda espinhosa e suja para os olhos da fé. O coração de tais pessoas torna-se imsuportável para si mesmas. Esse amor desordenado, este prazer, parecem agradaveis e bons. Dentro deles porém esta o animal imundo do pecado mortal, que sua a alma. Se o homem em tais casos não se purifica mediante a luz da fé, terá morte eterna. O som do egoísmo é melodioso e faz o homem correr atrás da própria sensualidade. Qual cego, o pecador engana-se com o som e, manietado sera levado para o abismo cegos de egoísmo, cheios de presunção os pecadores não me seguem, apesar de ser eu o caminho, o guia, a vida e a luz. Quem anda em mim, não vai ao escuro, nunca erra. Mesmo que não confie em mim desejo a salvação dos pecadores, tudo lhes envio ou permito por amor. Continuamente se revoltam contra mim e eu pacientemente os suporto; amo-os sem ser por eles amados. Impacientes, perseguem-me com ódios murmurações e infidelidades. Seguindo suas cegas opiniões investigam meus ocultos designios, que são justos e amorosos. Não tem alto conhecimento, por isso julgam erradamente. Quem não se conhece também não pode conhecer-me ou ter noção de minha justiça. Filha queres, que te mostre quanto se engana o mundo a respeito dos meus mistérios? Usa tua fé e olha para mim”.
A providência Divina e o caso particular
A serva olhou para Deus cheia de desejos e lhe mostrou a morte daquele homem, pelo qual ela havia implorado, e disse: é bom que eu saibas? para livrar aquele homem da morte eterna, permitiu o que aconteceu. Seu sangue derramado obteve-lhe a vida eterna no sangue de Cristo. Eu me lembrei do respeito e amor que ele tinha pela mãe de Jesus, A dulcissima Maria. Foi por misericórida que permiti o fato, uma crueldade, segundo o falso julgamento humando. Pensam assim, porque o egoísmo lhes apagou a luz da fé; não vêem a verdade. Se afastassem esta nuvem, a conheceriam e amariam; respeitanto o que aconteceu, teriam o prêmio no dia da colheita final. Apesar disso e de outras coisas, meus filhos realizarei vossos desejos com muitos sofrimentos. minha providência agira sobre os pecadores com maior ou menor eficacia, de acordo com sua maior ou menor confiança em mim. Dar-lhe-eis auxílio até em quantidade maior do que merecem, graças aos desejos santos dos meus servidores que me imploram. Acolho as súplicas daqueles que humildimente oram por si e pelos outros. Convido-te pois a implorar meu perdão pelos pecadores e pelo mundo todo. Ó filhos concebei e gerari o homem novo mediante a luta contra o pecado e através de um grande amor”.
Consolações de Catarina
Caríssimo e bondoso Pai! Ao ver e ouvir tanta coisa da verdade eterna parecia que meu coração se partisse em dois. Morro e não consigo morrer. Tende pena desta pobre filha que vive tão contrariada por causa das ofensas cometidas contra Deus e não tem com que se desafogar. Ainda bem que o Espírito Santo achou uma solução no meu íntimo com sua clemência e no exterior mediante a possibilidade de escrevos ver. Confortemo-nos em Cristo Jesus. Sejam os sofrimentos a nossa consolação. Aceitemos entusiasmados, sem negligências o convite divino. Doce pai, alegrai-vos. Sois convidado com tanto amor! Suportai as dores alegremente, com paciência, sem angústia, caso desejeis ser esposo da verdade consolar minha alma. Não há outro modo de receberdes a graça. Eis porque dizia que desejava vos ver “seguidor e amante da verdade”. Nada mais vos digo. Permanecei no santo e doce amor de Deus.
Como Catarina apreende a escrever
Abençoai fr. Mateus em Cristo Jesus. Esta carta e uma outra que vos mandei foram escritas de próprio punho em ilha da Rocca com muitos suspiros e abundância de lágrimas. Meu olho nem mais enchergava. Eu mesma fiquei cheia de admiração, meditando sobre a bondade e a misericórida de Deus para comigo e para com todos na sua providência. Quanto a mim deu me paz, pois encontrava-me sem nenhuma consolação. como não tivesse apreendido a escrever por ignorância minha, Deus providenciou dando me a capacidade de apreender. Assim decendo das alturas poderia desafogar um pouco o coração, evitando que explodisse. Por uma forma adimiravel a maneira do mestre que ensina a criança com o exemplo, Deus imprimiu (a capacidade de escrever) em meu espirito. Logo que partistes, adormecendo, comecei a escrever com o glorioso evangelista João e com Tomás de Aquino. Perdoai-me se escrevi demais. É que a mão e a língua concordam com o coração. Jesus doce Jesus amor.

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