1838-1862
JACAREÍ, 22 DE ABRIL DE 2011
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
MENSAGENS DE NOSSA SENHORA E SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA EM JACAREÍ-SP-BRASIL
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA DAS DORES
“-Amados filhos Meus, Eu, MARIA, a VIRGEM DOLOROSA, hoje aos pés da Cruz contemplo o Meu filho JESUS que morre e que dá a vida para salvar a todos vós. E convido-vos Meus filhos: Vinde, vinde ser os verdadeiros filhos da vossa MÃE DOLOROSA.
Vinde ser os anjos consoladores da vossa MÃE DOLOROSA e de JESUS, por meio do vosso amor e da vossa vida oferecida a Nós. Sim, Meus filhos, junto de Jesus, junto da cruz estava Eu com a alma despedaçada pela dor e ali, unindo os Meus sofrimentos maternos aos do Meu divino Filho, ajudei eficazmente na realização da obra da Redenção do mundo, abrindo para vós novamente as portas do Céu que estavam fechadas desde o pecado de Adão e Eva e então vós verdadeiramente podeis depois disso, entrar no Céu e podeis gozar, da eterna glória, bem aventurança e felicidade que Deus vos preparou no Céu.
Vinde ser os Anjos consoladores de JESUS CRUCIFICADO e da vossa MÃE DOLOROSA, por meio da vossa vida sempre mais cheia de oração, cheia de amor, cheia de verdadeiro desejo de consolar o Nosso Coração com uma fé viva, ardente, com um amor sempre mais abrasado, com uma fidelidade sempre mais pronta, sempre mais intensa e viva. De forma que assim, a vossa vida se torne uma perfeita e grande consolação ao Meu filho Jesus e a Mim e assim o vosso amor, possa hoje fechar cada chaga, cada ferida do corpo do Meu divino Filho, cada ferida também do Meu Coração Materno transpassado pela espada da dor.
Vinde ser os Anjos consoladores de JESUS CRUCIFICADO e da vossa MÃE DOLOROSA, por meio da vossa busca constante da conversão e da santidade, da fuga das ocasiões de pecado que vós sempre deveis fazer, da renúncia a todo tipo de mal, de vício, de sedução, que Satanás e o mundo vos apresentam. Para que assim, caminhando sempre mais na estrada da santidade, da conversão, do verdadeiro amor, da mortificação e da renúncia a vós mesmos, vós possais verdadeiramente tornar-vos o lenço mais perfumado e amoroso, mais suave e candido que seca as Minhas Lágrimas Maternas, que seca as Lágrimas do Meu JESUS, qual novo véu da Verônica que enxuga a Face do Meu Filho JESUS desfigurada e ensanguentada por esse mundo que sempre mais O renega, O esquece e Lhe volta as costas.
Vinde ser os Anjos consoladores de JESUS CRUCIFICADO e da vossa MÃE DOLOROSA, dando-Nos sempre mais o vosso 'sim' , dando-Nos sempre mais a vossa vida, renunciando sempre mais a vossa vontade, para que possamos realizar em vós tudo quanto Nós quisermos para o vosso maior bem, para o bem das almas e a salvação de todos vós, servindo-Nos cada dia mais com amor, com fidelidade, com alegria e confiança, renunciando sempre mais a vós mesmos e dizendo sempre mais 'sim' ao Nosso chamado, fazendo de cada dia de vossa vida um continuo e intenso oferecimento a Nós para que Nós possamos dispor de vós como Nós bem quisermos para realização dos Planos dos Nossos Sacratíssimos Corações, para a salvação da humanidade e também a vossa.
Vinde ser os Anjos consoladores de JESUS CRUCIFICADO e da vossa MÃE CELESTIAL, fazendo os Cenáculos nas famílias que Eu vos pedi, rezando todas as orações que Eu vos mandei aqui, todas as Horas Santas de Oração que Nós vos demos aqui e que tanto Nos consolam, levando sempre mais as Nossas Mensagens ao conhecimento de todos, para que todos se convertam e se salvem.
Fazendo isso vós vos tornais e sereis verdadeiramente os anjos consoladores de JESUS CRUCIFICADO e da vossa MÃE DOLOROSA. E assim, no grande Calvário deste vosso tempo quando Jesus e Eu somos de novo rejeitados, vilipendiados, coroados de espinhos, flagelados, carregados com a Cruz, crucificados e mortos por esta humanidade que rejeita sempre mais o Nosso amor, as Nossas Mensagens, a santa lei do Senhor, a fé católica, os Meus contínuos chamados à conversão feito em tantos lugares das Minhas Aparições no mundo. Vós sereis verdadeiramente os Nossos consoladores, os Nossos anjos mais queridos, que estão ao pé da Cruz consolando-Nos e confortando-Nos, derramando sobre as Nossas feridas o bálsamo mais precioso do vosso amor.
A todos neste momento abençoo e abençoo também as MEDALHAS DA SAGRADA FACE do Meu Filho Jesus que Eu mesma pedi nas Minhas Aparições à Minha filhinha Maria Pierina de Micheli. Onde quer que essas Medalhas com a Face do Meu divino Filho chegarem, Eu também lá estarei presente, derramando todas as graças eficazes dos Nossos Sacratíssimos Corações Unidos realizando as maiores maravilhas de paz, graça e salvação do Senhor e enchendo a vida de todos os Nossos filhos que a usarem, com as luzes do Espírito Santo, com as luzes do Céu, com as Graças da ação transformadora do Espírito Santo, Meu Esposo Místico e Divinal. Aonde quer que essas Medalhas chegarem, Satanás e todo tipo de mal provocado por ele sairá e será aniquilado.
A todos neste momento, abençoo generosamente."

1ª MENSAGEM DE SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA
"-Amados irmãos Meus, Eu, GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA vos abençoo hoje e vos dou a paz.
Consolai NOSSO SENHOR CRUCIFICADO e a VIRGEM DOLOROSA, dando-Lhes sempre mais o bálsamo do vosso amor, a água dessedentadora da vossa caridade, da vossa fé, da vossa generosidade. Para que assim, os lábios ressequidos Deles possam ser enfim, dessedentados e refrescados e possais dar a Eles o refrigério da vossa fidelidade, obediência, pureza e generosidade.
Sim amados irmãos, sede os consoladores de NOSSO SENHOR CRUCIFICADO e da VIRGEM DOLOROSA, renunciando sempre mais a vós mesmos e ao mundo, deixando sempre mais de lado: as vossas vaidades, a vossa vontade teimosa, soberba, orgulhosa, corrompida, inclinada ao mal e àquilo que é contrário ao Senhor e à Mãe de Deus. Para que então, a vossa vontade sempre mais dócil, sempre mais obediente, sempre mais conformada à santa vontade e aos Mandamentos Deles possam fazer-vos cada dia mais avançar no caminho da santidade, da perfeição, do amor e da graça.
Sede os consoladores de NOSSO SENHOR e da VIRGEM DOLOROSA, sede um ramalhete espiritual, que consola os Corações Unidos e Dolorosos Deles com a vossa vida, sempre mais perfumada de oração, perfumada de meditação das Mensagens Deles, da vida do Santos, da santa Palavra do Senhor para que cada dia da vossa existência seja um grande e belo roseiral que substitui os duríssimos espinhos com que Eles foram coroados na Sua Paixão e ainda hoje continuam coroados, por este mundo que sempre mais Os fere com os espinhos da desobediência, da recusa em amá-Los e obedecê-Los, do desamor, da indiferença, da frieza e do pecado. Assim, verdadeiramente vós secareis as Lágrimas Deles, fechareis cada ferida e colocareis no lugar as flores mais puras e luminosas do vosso amor, da vossa fé, da vossa fidelidade.
Sede os consoladores de NOSSO SENHOR CRUCIFICADO e da VIRGEM DOLOROSA, sendo para Eles um hino de amor vibrante que sempre mais Os encanta, Os alegra, fazendo sempre mais da vossa vida uma contínua cópia da vida Deles, praticando todas as virtudes Deles, imitando os Seus santíssimos exemplos, seguindo-Os pela estrada do bem, da verdade, da santidade, da pureza, do amor. Fazendo assim, vós sereis verdadeiros consoladores Deles e a vossa vida se transformará numa música celestial que alegrará os Seus Corações Unidos e os fará sempre mais aliviarem-se da grande dor e tristeza que sentem pelos pecados do mundo inteiro.
Vinde Comigo ser os consoladores de NOSSO SENHOR CRUCIFICADO e a VIRGEM DOLOROSA, sempre mais fazendo como Eu fiz, oferecendo a própria vida como sacrifício contínuo de amor a Eles para ajudá-Los, consolá-Los, aliviá-Los, ampará-Los.
Tornai as Mensagens Deles conhecidas de todas as almas, porque quando isto acontecer tereis dado a maior consolação que os Corações Unidos Deles desejam.
Amai muito as Dores da Mãe de Deus como Eu amei, porque foram essas Dores que Me conservaram em graça, foram essas Dores que Me ensinaram o segredo da santidade que é oculto para aqueles que não amam as Dores da Santíssima Virgem. Foram essas Dores que Me fizeram, que Me deram sempre a graça de amar a Deus e de amar a Virgem Dolorosa com todas as forças do Meu Coração, com toda a intensidade da Minha alma, de modo que em Mim o fogo, a fornalha do Amor jamais baixou, jamais diminuiu, jamais esfriou.
Se vós Me imitardes vós também tereis em vós a mesma graça, a graça de um amor sempre abrasado, sempre incandescente, sempre ardente, ardentíssimo por Deus e pela Virgem Santíssima que nunca diminuirá, nunca esfriará, nunca se apagará.
Eu, Gabriel da Virgem Dolorosa, amo-vos muito! Estou sempre aqui neste Lugar Sagrado dia e noite. A muitos já tenho ajudado a crescer no amor mesmo antes de saberem disso. E vou continuar a ajudar a todos vós, se Me rezardes, se Me pedirdes, se suplicardes a Minha ajuda, se Me chamardes para viver convosco, se vos tornardes Meus amigos seguindo-Me pelo caminho da santidade, que nesta Mensagem vos apontei. Para todos terei as Minhas mãos estendidas para ajudar a crescer sempre mais no amor e a chegar naquela bem-aventurança eterna, à qual Eu cheguei pelo grande amor que tive ao SENHOR e à VIRGEM DOLOROSA e que espera cada um de vós, e onde Eu também espero a cada um de vós para convosco cantar os eternos hinos da glória celestial.
Rezai o TERÇO DAS DORES diariamente. Rezai o TERÇO DAS LÁGRIMAS, rezai com muito amor consolando a VIRGEM DOLOROSA, secando as Lágrimas Dela todos os dias.
Sede vós mesmos a Minha continuação na Terra, propagando sempre mais o amor às Dores e às Lágrimas da VIRGEM DOLOROSA. E assim Meus amadíssimos irmãos, Eu prometo-vos que vos prepararei uma bela, luminosa e grande morada no Céu, bem próximo do Trono da VIRGEM DOLOROSA e ali juntos louvaremos, bendiremos o nome Dela e do Senhor para sempre com os Anjos e Santos.
A todos a neste momento abençoo e derramo sobre vós com a VIRGEM DOLOROSA as graças eficazes das Suas Dores e Lágrimas, bem como também as indulgencias a todos aqueles que não se esquecem das Dores e das Lágrimas da Mãe de Deus todos os dias, rezando o TERÇO DAS DORES ou o TERÇO DAS LÁGRIMAS Dela, a todos que em todos os sábados do ano se lembram de dedicar a tarde do sábado a Ela para consolá-La e que a consolam vivendo, obedecendo e divulgando as Suas Mensagens com amor.
A todos neste instante, abençoo generosamente."
JACAREÍ, 23 DE ABRIL DE 2011
SÁBADO SANTO DA SOLEDADE DE MARIA SANTÍSSIMA
MENSAGENS DE NOSSA SENHORA E SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA
COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA DAS DORES
"-Filhos Meus bem amados, Eu Sou a MÃE DA DOR e da SOLIDÃO. Neste dia, do Sábado Santo permaneci sozinha sem o Meu Filho Jesus Cristo que jazia morto no Sepulcro, Consolavam-Me João, Verônica, Maria Madalena e as outras santa mulheres que Comigo velavam: na oração, na contínua súplica e na esperança da Ressurreição do Meu Divino Filho JESUS CRISTO.
Hoje, no vosso tempo, quando novamente estais no Sábado Santo, no novo Sábado Santo, Eu continuo sendo a mesma Mãe da Dor e da Solidão, da súplica e da Oração incessante, para que o Pai apresse logo o momento da gloriosa ressurreição do vosso tempo que será o Triunfo do Meu Coração Imaculado com a vinda do Reino de Jesus à Terra.
Eu Sou a Mãe da Súplica e da intercessão no vosso Sábado Santo, no sábado santo destes tempos. E por isso Eu apareci em tantos lugares da Terra para chamar todos os Meus filhos: à oração contínua, incessante, abrasadora, profunda, sempre feita por Comigo e por meio de Mim. Para que assim, formando sempre mais o Meu grande exército de oração, súplica e intercessão Eu pudesse obter a força suplicante e orante necessária para alcançar do Pai o apressamento daquela grande hora que o Meu Coração Imaculado espera ansiosamente, quando finalmente, Ele com o ato do Seu grande poder e da Sua grande Misericórdia precipitará Satanás nos abismos infernais e libertará este mundo das trevas do mal, do pecado, da violência, do ódio, das guerras e da apostasia em que ele está mergulhado.
Eu continuo sendo a Mãe da oração e da intercessão no Sábado Santo do vosso tempo. E é por isso que Eu vos chamei de todas as partes a fazerdes parte do Meu exército: de pureza, de oração, de amor e de santidade, a fim de que convosco Meus filhos Eu pudesse sempre mais espalhar na Terra a chama do Meu amor, a chama da Minha bondade, da Minha graça, da Minha Misericórdia. E assim, novamente reconduzir ao aprisco seguro do Meu Coração e do Coração de Jesus inumeráveis ovelhas Minhas, inumeráveis almas dos Meus filhos que estão transviadas no pecado.
Desta forma, posso sempre mais realizar o desígnio do Pai que quer sempre mais fazer o Seu divino amor triunfar na Terra e fazer com que a luz da Sua graça triunfe e esmague as trevas do mal, do pecado e de Satanás.
Eu, continuo sendo a Mãe da oração e da intercessão no Sábado Santo destes vossos tempos. Por isso continuo convosco durante todo este tempo aqui que já duram as Minhas Aparições em Jacareí e em tantos lugares, para conduzi-los pela Mão, para guiar-vos sempre mais pela estrada da santidade, para fazer-vos sempre mais crescer como flores perfumadas e cultivadas por Mim mesma. De forma que assim, possa dar ao Meu Pai Celeste e ao Meu divino filho grande contentamento, satisfação e alegria ao ver as flores cultivadas pelas Minhas próprias Mãos para a Sua maior glória. E então, a Santíssima Trindade possa finalmente derramar sobre a terra inteira: o orvalho da Sua graça, o orvalho do Seu amor, orvalho que tudo renova, restaura, que tudo ressuscita e faz viver.
Eu continuo sendo a Mãe da oração e da intercessão no grande e longo Sábado Santo destes vossos tempos, quando a apostasia, a maldade, a falta de fé, o ódio, o desamor, a violência já tomaram tudo e todas as coisas. E agora neste momento, quando tudo parece perdido faço brilhar para vós nas grandes trevas do vosso longo Sábado Santo a Minha Luz Imaculada, que se tornará tanto mais forte quanto maiores forem as trevas que encobrirem este mundo.
E assim, como naquele Sábado Santo Jesus parecia derrotado diante do mundo, assim também agora, o bem, a graça de Deus, Sua Lei, a fé católica parecem derrotados pelo mal deste mundo, pela apostasia, pelas forças das trevas e de Satanás. Mas, assim como Jesus saiu do sepulcro em hora inesperada triunfante e imortal, assim também em hora não esperada por este mundo raiará a luz da nova ressurreição, da graça, do amor, da santa fé católica, do Meu Coração Imaculado, e então, tudo o que parecia perdido será salvo.
Convido-vos portanto filhinhos Meus, a viverdes este longo Sábado Santo do vosso tempo Comigo: na oração intensa, constante, perseverante, paciente, sofredora sim, mas expectante da grande hora, do grande momento do Triunfo da divina misericórdia do Senhor que já foi decretado para esta humanidade.
Antes dessa hora porém, virá o GRANDE AVISO: este aviso será como que o juízo particular que cada um tem logo depois que morre, mas que cada um experimentará antes de passar pela morte, sem precisar passar pela morte. Será tão doloroso, tão terrível para os pecadores que eles desejariam não ter nascido. O sofrimento interior que acometerá a alma dos pecadores será tão forte que muitos não suportarão e morrerão, outros gritarão aos montes e às colinas: Cobri-nos! Escondei-nos! E invejaram a sorte daqueles que morreram há muito tempo e que não precisaram passar por esse doloroso AVISO vindo das mãos de Deus. Este AVISO surpreenderá toda a humanidade, acontecerá ao mesmo tempo com todos os homens e ninguém escapará dele, porque será uma graça, um fenômeno e uma obra produzida diretamente pelo ESPÍRITO SANTO. Maior será a dor que ele causará para aqueles que não aprenderam a morrer para si mesmos, a renunciar a si mesmos e à sua vontade para fazerem a vontade do Senhor, quanto maior for o apego que cada um tiver tido a si mesmo e à sua vontade tanto mais sofrerá no dia do AVISO.
Por isso vos tenho tanto tempo ensinado a morrer para vós mesmos, a renunciardes a vós mesmos, de modo que vós pudésseis vos purificar ao longo destes anos a fim de que no dia desse AVISO estejais em graça de Deus, cumprindo cem por cento a vontade Dele. E assim Meus filhos, o sofrimento do AVISO para vós não será atroz, mas será até doce porque terminará de vos purificar das últimas manchas de amor próprio que restam em vós, de amor do mundo que ainda restam em vós e vós saireis deles melhores, mais purificados, mais santificados, mais celestes que terrestres. E assim em vós verei finalmente a imagem de Mim mesma refletida sem mancha, sem mácula alguma.
Rezai! Rezai muito! Fazei muita penitência! Somente assim purificareis as vossas almas, santificareis o vosso corpo e o vosso coração e sereis verdadeiramente, dignos da graça do Senhor.
A todos neste momento generosamente abençoo, e dou a indulgência aos Meus filhos que durante todos os sábados do ano se lembraram de Mim, de Me consolar, de Me reparar e de Me desagravar e a todos aqueles que tem vindo aqui neste lugar sagrado, nesta capela que é a Minha segunda casa, Meu segundo Céu, todos os sábados para Me consolar e enxugar as Minhas Lágrimas maternas. Sobre todos agora derramo a Minha bênção: do CALVÁRIO, do CENÁCULO e de JACAREÍ.
A Paz Meus filhos. A paz Marcos, Meu filhinho mais dedicado, sacrificado e esforçado, filho das Minhas Dores e das Minhas Lágrimas, tem a Minha Paz sempre...”

2ª MENSAGEM DE SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES
“-Amados irmão Meus! Eu, GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA voltei hoje com Ela para vos dar hoje novamente a paz, as graças e as bênçãos do Céu e para chamar-vos todos ao amor abrasador pelo Senhor e por Ela, pelas Suas Dores e a serdes verdadeiramente, consoladores do Coração Doloroso de Maria, a SENHORA DAS DORES.
No coração Doloroso de Maria, deveis viver cada dia da vossa vida, desagravando-O sempre, amando-O, consolando-O com as vossas obras feitas com puro amor, sem manchas de amor próprio, de interesse próprio e de busca de vós mesmos em Deus e Nela. Deveis viver sempre neste Coração Doloroso com a vossa alma sedenta, sequiosa de em tudo e por tudo consolar a Mãe de Deus, torná-la amada, conhecida, glorificada, servida por todos e em primeiro lugar por vós. Por isso todos os dias deveis quebrar os vossos corações, ou seja, deveis dizer ‘não’ a vós mesmos e à vossa vontade corrompida e sempre mais dizer ‘sim’ ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, àquilo que Ele vos pede em todas as Mensagens que vos são dadas aqui. Para que assim verdadeiramente possais viver neste Coração Doloroso, possais neste Coração Doloroso: amar, servir a Deus em espírito e em verdade.
No Coração Doloroso de Maria, deveis sempre mais sofrer com amor, paciência e mansidão, unindo os vossos sofrimentos às Dores Dela e oferecendo tudo como ato de súplica e em expiação ao Senhor, para que Ele perdoe os grandes pecados da humanidade, para que Ele reconduza as almas dos pecadores ao caminho da salvação, e, sobretudo para que seja apressada a hora do Triunfo do Coração Doloroso de Maria, quando a terra inteira será enfim libertada da escravidão de Satanás e do grande poder com o qual ele agora domina este mundo. Assim, verdadeiramente aliviareis as Dores do Coração de Maria e fareis com que Ele bata, não mais de dor, mas sim de alívio e de alegria ao receber sempre mais: o vosso amor, a vossa fidelidade, a vossa obediência, a vossa mansidão.
No Coração Doloroso de Maria, deveis sempre mais rezar, sofrer, reparar e amar. E desta forma, com Maria deveis em todos os momentos responder ‘sim’ ao Senhor como Eu mesmo fiz com Ela em todos os momentos, aceitar a divina vontade do Senhor mesmo quando não a entendeis, suportar com paciência quando o Senhor não responde prontamente as vossas súplicas e quando Ele por vezes vos deixa sofrer, para que assim possa ser purificados os vossos pecados, para que outras almas também possam ser purificadas dos pecados Delas. E assim o mundo possa novamente encontrar o caminho da sua salvação e da sua paz.
Deveis com Maria, no Coração Doloroso de Maria, amar, deveis amar com todas a força de vossa alma, do vosso coração e da vossa vontade, renunciando sempre mais aos falsos amores do mundo para entregar-vos completamente ao amor do Coração Dela. Só assim, verdadeiramente, vós vivereis no Coração Doloroso de Maria, sereis as flores benditas que brotam deste Coração e que Ela cultiva no Jardim do Seu Coração para oferecer à Santíssima Trindade, para a maior glória e exaltação Dela. Vivendo assim, no Coração Doloroso de Maria, vós apressais e muito o fim do longo sábado santo, do calvário deste vosso tempo e apressais e apressais a hora gloriosa da nova ressurreição que será para este mundo o Triunfo Dela e a vinda do Reino do Senhor para este mundo.
Eu, GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA, encontrei no Coração Doloroso de Maria toda a força, toda a luz e inspiração para seguir o caminho da santidade. Nas Dores de Maria Eu achei Minha consolação, Meu mestre, Meu guia, Minha luz, Minha estrada e Minha paz. Se vós Me imitardes encontrareis também nessas Dores tudo quanto precisais para a vossa salvação, na devoção às Dores e ás Lágrimas de Maria Eu encontrei todo o Meu bem, encontrei toda a Minha força, encontrei todo o Meu amor. E se vós Me imitardes também encontrareis para vossas almas: bálsamo, consolo, conforto, luz, conselho, sabedoria e paz.
Eu prometo-vos ajudar-vos a encontrar tudo isso nas Dores da Santíssima Virgem e nas Lágrimas Dela, esclarecendo-vos a cerca dos mistérios do sofrimento Dela e ajudando-vos sempre mais a tirar dessas Dores: a força, a luz que precisais para tudo sofrer, tudo suportar e tudo vencer nesta vida pelo Senhor e por Ela.
Eu estou ao vosso lado, para transformar-vos em um grão de trigo, que cai na terra e morre, ou seja, que morre para si mesmo e para o mundo, para que possa enfim: brotar, crescer e dar muito fruto. Eu tomo as vossas mãos e vos conduzo sempre mais pelo caminho do perfeito amor e da perfeita correspondência ao Senhor e à Maria Santíssima Dolorosa.
Vinde Meus irmãos! Meu ombro está sempre à vossa disposição para virdes aqui buscar consolo, conforte e alento em todos os momentos de vossa vida. Chamai-Me e Eu virei imediatamente em vossa ajuda.
A todos neste momento, abençoo generosamente com a VIRGEM DOLOROSA.”
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Movido por uma poderosa voz interior, aquele jovem vivaz, gentil e cheio de afeto decidiu tornar-se religioso. E, já revestido do hábito passionista, em um êxtase, sorriu pela última vez, aos 24 anos de idade.
A graciosa cidade italiana de Spoleto, na Perúgia, acordou radiante de alegria numa manhã da Oitava da Assunção de Maria, em 22 de agosto de 1856. Seus habitantes celebravam com júbilo a festa da Padroeira, agradecendo de modo especial o terem sido libertos da peste que devastara a região nos últimos anos.
Um belo quadro da Mãe de Deus, conhecido como a Madonna Del Duomo - Nossa Senhora da Catedral - ou a Sacra Icona - Sagrada Imagem -, havia sido retirado de seu relicário para ser conduzido pelas ruas, em solene procissão. Era um ícone de estilo bizantino doado à cidade pelo imperador Frederico Barba-Ruiva, em 1155, como sinal de reconciliação e de paz.
Segundo a tradição, teria sido pintado por São Lucas e se conservara na Catedral de Constantinopla até a época das perseguições iconoclastas. Não havia, naquelas animadas ruas, quem não caísse de joelhos ao ver desfilar com grande pompa a milagrosa imagem da Rainha do Céu. Todos esperavam receber d'Ela uma graça almejada, um consolo, uma bênção particular.
"O que fazes no mundo? Não foste feito para ele!"
Entre a multidão dos fiéis, aguardando a passagem do venerado ícone, destacava-se, naquele dia, um jovem de porte distinto e jovial. Quando a Sagrada Imagem da Santíssima Virgem passou diante dele e seu olhar fitou os olhos arrebatadores da imagem, ouviu de modo claro em seu interior estas inesquecíveis palavras: "Francisco, o que fazes no mundo? Tu não foste feito para ele. Segue a tua vocação!".1
Nesse momento, dando livre curso a abundantes lágrimas de agradecimento e compunção, tomou a firme resolução que há tempo vinha postergando: ser religioso, decidindo entrar na Congregação dos Passionistas. "Oh! Em que abismo não teria certamente caído se Maria, benigna até para com aqueles que não A invocam, não tivesse acorrido misericordiosamente em meu auxílio naquela Oitava de sua Assunção!"2, exclamaria ele, algum tempo depois. Tal episódio comovedor foi o decisivo ponto de inflexão na vida curta, mas gloriosa, de um dos grandes santos do século XIX: São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, conhecido como "o santo dos jovens, dos milagres e do sorriso".3
Vivaz, gentil e cheio de afeto
Nascimento: 01 março 1838
Profissão religiosa: 22 de setembro 1857
Morte: 27 de fevereiro de 1862
Venerável: 14 Maio de 1905
Beato: 31 Maio de 1908
Santo: 13 Maio de 1920
E pensar que na casa da família Possenti não eram certamente poucos. Papai Sante e mamãe Agnese tiveram treze filhos. Alguns, é verdade, voltaram prematuramente ao céu e alguns outros viviam longe por vários motivos. Mas a casa do governador não ficou vazia. Todavia “em família se era como mortos sem Checchino”. Os severos cômodos da antiga casa adquiriam vida somente se fosse presente ele, Checchino, da alegria contagiosa e do sorriso ladrão. O irmão Michele (Miguel), já velho, repensando à própria juventude a via ainda profundamente marcada da vivacidade e da alegria do esperto Checchino.
Família nobre e numerosa de Checchino; o choro de bebê é sempre novo e fresco. Uma família sobretudo exemplar. Checchino ficou com a família até os dezoito anos, depois viveu seis anos no convento. Vida breve mas plena, vivida rapidamente, aquela de Checchino: ao conhecê-la parece vir-nos um suspiro. Quase impossível tê-lo escondido. “nos roubou o passo”, dirá com felicíssima expressão padre Norberto Cassinelli, seu diretor espiritual. Vida sorridente e fascinante: olhando de perto se descobre horizontes luminosos e libertadores.
E então, vamos rapidamente às datas extremas: Primeiro de março de 1838: nasce em Assisi (Perugia), décimo primeiro de treze filhos, do acessor pontifício da cidade. No mesmo dia o batizaram com o nome do mais ilustre dos seus conterrâneos, Francisco. Em casa e os amigos, porém, o chamarão sempre Checchino e entre os passionistas escolherá o nome de Gabriel. Vinte sete de fevereiro de 1862: morre na ilha de Gran Sasso (Teramo). Vive prodigamente vinte quatro anos . O papai Sante Possenti (Terni 1791-1872) formado em Roma, exercita funções de governador, delegado e assessor do Estado Pontifício em vinte seis cidadezinhas espalhadas em Marche, no Lazio e na Umbria. A mamãe Agnese Frisciotti é uma mulher nobre, doce e santa. Casaram-se em Civitanova Marche (Macerata), país natal de Agnese, no dia 13 de maio de 1823. Desse matrimônio nascem treze filhos: dois morrem logo após o nascimento, dois em tenra idade, quatro (entre estes Gabriel) na plena juventude. O mesmo dia noventa e sete anos depois, 13 de maio 1920, Gabriel será declarado Santo.
Em 1841 Sante é nomeado assessor de Spoleto (Perugia) onde se transfere com toda a família. Aqui, com menos de quarenta e dois anos, morre Agnese que, pouco antes de voar para o céu tem junto de si Checchino, que até então não havia chegado aos quatro anos. Abraça-o longamente, o beija e o confia à Nossa Senhora: Que ela vele sobre aquele anjo de filho ainda assim pequeno e já tão vivaz. E Nossa Senhora assumiu os cuidados tonando-se protetora e guia. Vigia atentamente também o pai Sante que educa com palavras e exemplos. De manhã, antes de ir para o trabalho, reza por uma hora e depois participa da missa levando sempre consigo algum dos filhos. De noite, o terço: que ninguém falte ou se adormeça. Ao final, exorta a todos “inculcando os princípios cristãos”.
Em 1844 Checchino inícia os estudos elementares. Não tem a mãe para preparar-lhe a mochila ou a merendinha. Porém a irmã Maria Luisa, nove anos mais velha que ele, e a governanta Pacifica Cucchi, a substituem no melhor modo. Em 1846, Checchino recebe a crisma e em 1851 a primeira comunhão.
Aos treze anos enfrenta os estudos ginasiais junto aos padres Jesuítas, naquele colégio que em Spoleto chamam orgulhosamente universidade: são anos fundamentais para a sua formação humana, cultural e espiritual. É inteligente, gosta de estudar, tem ótimos resultados, principalmente, nas matérias literárias. Os prêmios numerosos e gratificantes são o resultado. Compõe poesia também em latim; as recitações escoláticas o vêem como protagonista indiscutível e aplaudido. Exuberante, vivaz e perspicaz se torna um ponto de atração para a sua expansividade às vezes excêntrica. Segue a moda, veste-se muito bem e sempre com uma borrifada de perfume. Ama a alegria e onde tem festa, ele é sempre presente. “nasceu para a amizade”, dirão. Quer deleitar-se em tudo e a todo os custos; “A bela vida não o desagrada”. O nome de “bailarino” que lhe dão e que indica, não tanto o amor pela dança, quanto o seu comportamento elegante e distinto, é verdadeiramente merecido. Mas é também bom, generoso, sensível ao sofrimento dos pobres e ama a oração. Verte vida por todos os poros. A caça é o seu esporte preferido, o teatro o fascina, e ele freqüentemente se achega ao pai e à irmã. Nada de estranho, se o coração de qualquer garota começa a palpitar por ele.
Atraem-no os romances e lê àvidamente autores do tempo como Mazoni, Bresciani, Tommaseo e Grossi. Mas não tem muito tempo para sonhar: o futuro se avizinha e precisa prepará-lo. Na família outros já escolheram a própria estrada. Ele o que fará? È verdade: não lhe falta nada, mesmo assim nada o satisfaz plenamente. Quantas vezes, durante os espetáculos teatrais, escapole e vai contar à Nossa Senhora os problemas e ânsias do seu nômade coração. Quantas vezes se tranca no seu quarto diante de uma pequena imagem de Nossa Senhora das Dores, a ele queridíssima, e se encontra com os olhos cheios de lágrimas. E quem diria? Debaixo da roupa elegante, leva sempre consigo o cilício. Uma verdadeira confusão aquele jovem coração. Os repetidos lutos familiares e algumas doenças sofridas, o fazem perecer as alegrias humanas, breves e incosistentes como flocos de neve. Com treze anos por exemplo, adoece gravemente da garganta; vê a seu redor rostos preocupados e tristes. Que susto, pobre Checchino! Implora e obtém a cura do Beato Andrea Bobóla. Próprio nestes momentos, sentiu um grande medo e prometeu fechar-se em um convento, se fosse curado. De fato, pediu para entrar no convento dos Jesuítas, mas depois a vida voltou a envolvê-lo com os seus ritmos e a distrai-lo, com os seus apelos. Melhor assim. Melhor que não tenha partido. Não será o medo, mas o amor a levá-lo ao convento.
O pai resiste a deixá-lo partir. E quem poderia dizer o contrário? Teve treze filhos o papai Sante, e viu ao seu redor uma solidão cada vez crescente. Tereza se casou, Luigi Tomaso é um religioso dominicano, Enrico estuda para se tornar padre, Michele (Miguel) freqüenta a faculdade de medicina e cirurgia em Roma, duas filhas e quatro filhos já faleceram. Em casa, no ano de 1855, restam somente Maria Luisa de vinte e seis anos, Checchino com dezessete e Vincenzo com dezesseis. Sante ama imensamente a todos, porém Checchino é Checchino. É o mais querido de todos, repercute na sociedade, o auxilia como secretário e para ele sonha um brilhante futuro. Como fará sem ele?
Em 1855, um novo luto, entre os mais tristes. No dia 7 de junho, atingida pela cólera, morre, repentinamente, Maria Luisa que em casa tinha substituído a mãe. Checchino é envolvido por um furacão de porquês. A que serve vir e fazer um tanto de projetos se depois... A idéia do convento retorna com mais insistência, mas o pai faz de tudo para que essa não tome caminhos precisos. O que é preciso para que Checchino se decida verdadeiramente? No dia 22 de agosto, pelas estradas de Spoleto se realiza a procissão com a imagem de Nossa Senhora venerada na Catedral. Na multidão ele esta presente . Quando a imagem lhe passa diante, se sente ferir o coração com palavras de fogo que lhe estrafega a alma: “Checchino, o que você está fazendo no mundo? A vida religiosa o espera”. Checchino sai da multidão e se encontra chorando com o rosto entre as mãos. Desta vez é a Mãe que chama. Como é possível resistir? Nada e ninguém o impedirá. No dia 6 de setembro (não se passaram mais de quinze dias), parte de Spoleto e, no dia 10 seguinte, já está em Morrovalle (Macerata) para iniciar o noviciado. Ao longo da estrada superou provas não indiferentes causadas pelo seu pai, para examinar ulteriormente a sua vocação. Mas tinha razão Michele (Miguel) em dizer a todos da família: “Vocês sabem como é Checchino; quando toma uma decisão não volta atrás”.

Nascido em 1º de março de 1838, em Assis, foi ele batizado no mesmo dia com o nome de Francisco, em honra ao Poverello. Undécimo filho de uma família de treze irmãos, seu pai, o advogado Sante Possenti, exercia na época o cargo de prefeito. A mãe, Angese Frisciotti, pertencia a uma família de nobre ascendência, e morreu quando ele tinha apenas quatro anos.
Apesar de possuir um coração propenso à generosidade e simpatia, imperava no espírito daquele terno menino um temperamento indômito que, quando contrariado, se exteriorizava inúmeras vezes em ímpetos de cólera, durante os quais seus olhos escuros tornavam-se brilhantes e os pés batiam no chão com energia.
Tendo ele três anos de idade, a família Possenti transferiu-se para Spoleto, onde transcorreriam sua infância e adolescência. Ali Francisco se distinguiu por seu caráter vivaz, cheio de afeto, gentil, palavra fácil e cheia de graça, voz sonora e olhar penetrante. Seu diretor espiritual, o padre Norberto Cassinelli assim o descreve: "Reunia em si muitos dotes dificilmente encontráveis numa só pessoa. Era em verdade belo de alma e de corpo".4
"Eu não vivia senão por um pouco de fumaça!"
Esse temperamento amável e privilegiado não excluía o amor ao risco, tão comum na adolescência. O comandante da guarnição militar de Spoleto, grande amigo de seu pai, instruíra o jovenzinho a manejar com certeira pontaria a pistola e o fuzil. Sendo a caça seu lazer favorito, em um ano ganhou como presente de Natal uma bela escopeta... que não deixaria de ocasionar sobressaltos e preocupações a seu progenitor.
Aos 13 anos começou a frequentar a escola dos jesuítas, onde se sobressaía a todos os companheiros. Ele "era o preferido para declamar nas soirées acadêmicas. [...] Todos o queriam, tudo lhe sorria, tudo corria de acordo com seus desejos... Seu maior gosto era brilhar nas festas, nos saraus e no teatro".5
Também o baile constituía para ele grande motivo de atração. Dançava com tal habilidade que se tornou conhecido pelo apelativo de "il ballerino", e como tal animava
os mais cotados salões da cidade.
Esses momentos passados em frívolas distrações atormentaram depois sua consciência, levando-a a exclamar com frequência: "Ó, vaidade de meus passatempos!... Que cegueira a minha!... Eu não vivia senão por um pouco de fumaça!...".6
Um cilício sob as roupas elegantes
Porém, o jovem Francisco professava no seu interior uma fé pura e sincera. "Nunca se aproximava dos Sacramentos sem deixar transparecer os profundos sentimentos de fé e de religioso respeito dos quais esjotava compenetrado"7, declarou um dos seus mais íntimos amigos da época. "Quantas vezes o vi de mãos juntas, olhos umedecidos pelas lágrimas e como que arrebatado em profundos pensamentos!".8
Sobretudo, ninguém podia imaginar que aquele jovem aplaudido e aprovado por todos levava, sob as roupas elegantes e luxuosas, um rude cilício de couro cravejado de agudas pontas de ferro. No vaivém superficial dos acontecimentos, o anseio de trilhar algum dia na vida religiosa começava a despontar em sua alma. Faltavam, todavia, alguns lances decisivos para dar o derradeiro adeus ao mundo.
Árdua renúncia, feita com alegria
Após a morte da mãe, sua irmã mais velha, Maria Luísa, fora para ele um de seus principais esteios. Muito formosa, encontrava- -se ela na flor da idade quando irrompeu em Spoleto uma assoladora epidemia de cólera, da qual foi a primeira vítima... A morte da jovem, ocorrida no ano de 1855, causou em Francisco o impacto de um raio.
Disso se valeu a Providência para abrir-lhe os olhos sobre sua vocação. Logo após o falecimento, ele expôs a seu pai a resolução de ingressar num convento. Este, entretanto, recusou sua autorização, temendo que tal desejo fosse o fruto efêmero de um momento de dor. Receio, na aparência, confirmado, pois, com o correr do tempo, as atrações do mundo começaram a abafar de novo aquele anelo interior... "Podia eu" - escreveria depois Francisco a um de seus companheiros - "gozar de mais prazeres e diversões? E o que ficou de tudo aquilo? Nada mais do que vergonha, temores e turbações".9
Foi nessa situação que veio dar-se o crucial encontro com a Sacra Icona, graças ao qual o renitente jovem decidiu abraçar para sempre a vida religiosa.
Poucos dias depois desse episódio, em 5 de setembro, a mais seleta sociedade de Spoleto reunia-se no salão de cerimônias do Liceu Jesuíta, para assistir à distribuição dos prêmios de fim de curso. Enquanto presidente da Academia Literária, Francisco ocupava no salão um lugar proeminente.
Chegada a hora de subir ao cenário, a assistência prorrompeu em exclamações de entusiasmo, vendo um adolescente de dezoito anos apresentar- se com tanta elegância e distinção. "Aquele timbre de voz, aquela sonoridade, aquela vocalização e, sobretudo, aquela graça de expressão e de gestos eletrizavam e sacudiam os corações mais apáticos".10 Terminado o discurso, todos desejavam felicitá-lo, aclamá-lo, cumprimentá-lo, e ele respondia com seu habitual sorriso.
A decisão, porém, estava tomada. No dia seguinte, ele partiria para uma mudança de vida definitiva. Com apenas 18 anos, trocava um brilhante porvir por uma vida de renúncia e recolhimento. Dava, sim, um passo árduo, mas com o coração pervadido de alegria.
Passionista para sempre
Na manhã seguinte, Francisco partiu feliz de Spoleto em direção a Loreto, onde passou alguns dias estreitando os laços de amor e devoção a Maria Santíssima, no célebre Santuário.
De lá, dirigiu-se a Morrovalle para dar início ao noviciado passionista. "Ele, o elegante bailarino, o brilhante animador dos salões de Spoleto, escolheu entrar no austero Instituto dos Passionistas, fundado em 1720 por São Paulo da Cruz, com a missão de anunciar, através da vida contemplativa e do apostolado, o amor de Deus revelado na Paixão de Cristo".11
A mudança do nome para Gabriel de Nossa Senhora das Dores marcou a morte para a vida passada e o começo da caminhada nas vias da perfeição. Quando, em conversa com seus companheiros de convento, o assunto recaía sobre os acontecimentos do mundo, ele a interrompia com um sereno sorriso: "Por que falarmos daquilo que temos de abandonar para sempre? Deixem que os mortos enterrem seus mortos".12
Não pensemos, entretanto, que a adaptação à austera vida religiosa foi fácil para aquele jovem de vida acomodada. Acostumado às comidas finas, "os insípidos alimentos do pobre convento passionista causavam-lhe uma repugnância invencível. Apesar dos protestos de sua natureza, insistia ele em comê-los, até que seus superiores, compadecidos, permitiram-lhe, temporariamente, algum alívio".13 O mesmo acontecia com outros aspectos de observância da disciplina, mas ele fazia questão de cumprir eximiamente os horários e obrigações do noviciado, por muito esforço que isso lhe custasse, dada sua delicada compleição.
Amor à Paixão de Cristo e a Maria Santíssima
Durante sua vida de religioso, nele sobressaía, sem dúvida, um arraigado amor à Paixão do Senhor. Tal veneração sentia pelos sofrimentos de Jesus que nunca se separava do crucifixo: "Quando conversava, mantinha-o dissimuladamente na mão e o apertava com carinho; quando dormia, colocava-o sobre o peito; quando estudava, punha-o junto ao livro e, de vez em quando, o fitava e osculava com tanto afeto e fervor, que a imagem de metal foi-se gastando até ficarem apagados todos os traços da fisionomia".14
A essa devoção característica da congregação em que ingressara, no entanto, unia-se um amor "entusiasta, engenhoso e aceso à Santíssima Virgem".15 Seu famoso Credo di Maria revela-nos o encanto dessa alma apaixonada pela Mãe de Deus:
"Creio, ó Maria, [...] que sois a Mãe de todos os homens. [...] Creio que não há outro nome, fora do nome de Jesus, tão transbordante de graça, esperança e suavidade para aqueles que o invocam. [...] Creio que quem se apoia em Vós não cairá em pecado, e quem Vos honra alcançará a vida eterna. [...] Creio que vossa beleza afugentava todo movimento de impureza e inspirava pensamentos castos".16
Curta existência, pontilhada de atos heroicos
Na mente do noviço Gabriel, não havia espaço para nenhum outro pensamento a não ser Jesus e Maria. E sentia uma tão entranhada necessidade de levar às últimas consequências sua entrega a Deus e a Maria Santíssima que, certa vez, ao ouvir os passos de seu diretor espiritual, abriu a porta da cela e, arrojando-se a seus pés, lhe suplicou: "Padre, se achar em mim qualquer coisa, por pequena que seja, que não agrade a Deus, eu, com sua ajuda, quero arrancá-la a todo custo!". 17 O sacerdote respondeu-lhe que, no momento, nada via, contudo não deixaria de alertá-lo ao perceber algum sinal. Com essa garantia, o dócil religioso acalmou-se completamente.
Reconhecendo na hora suprema sua fraqueza, o santo repetia:
"Meus méritos são as vossas chagas, Senhor!"
Urna contendo os restos mortais do santo, no Santuário de
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores - Isola del Gran Sasso (Itália)
Sua curta existência foi pontilhada de atos admiráveis, pois tudo praticava com espírito de inteira elevação e sublimidade: "Nossa perfeição não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em executar bem as ordinárias"18, costumava dizer.
O último sorriso
Após um ano e meio de noviciado, em fevereiro de 1858, Gabriel deu início aos estudos para o sacerdócio, passando a morar finalmente no convento de Isola del Gran Sasso, onde viria falecer. Em 25 de maio de 1861, recebeu as ordens menores na Catedral de Penne. Pelos arcanos desígnios da Providência, porém, não chegaria a tornar-se presbítero.
No final desse mesmo ano, uma terrível tuberculose o acometeu. Ora, longe de impedir-lhe o avanço nas vias da virtude, a fatal enfermidade servia-lhe para escalar com mais rapidez os píncaros da santidade. Deus dispôs que ele fosse sendo consumido aos poucos pela doença, para aumentar-lhe os méritos e dar aos outros ocasião de se edificarem com seu exemplo.
No leito de morte, restava-lhe ainda enfrentar o pior drama da sua vida: os derradeiros assaltos do demônio e a terrível provação decorrente de uma "noite escura da alma".19 Entretanto, também dessa última prova saiu vencedor. O sacerdote que lhe prestava assistência na hora suprema ouviu- o repetir três vezes, em curtos intervalos de tempo, esta frase de São Bernardo, pela qual ele reconhecia diante de Deus sua própria fraqueza: "Vulnera tua, merita mea. Meus méritos são vossas chagas, Senhor!".20
Na manhã de 27 de fevereiro de 1862, com o coração transbordante de alegria, as mãos cruzadas sobre o peito, apertando o crucifixo e a imagem da Virgem Dolorosa, Gabriel sorriu pela última vez, extasiado, ao contemplar com os olhos da alma Aquela a quem servira na Terra com tanta doçura. O "santo do sorriso" tinha, então, apenas 24 anos de idade.
No sesquicentenário de sua morte, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores continua sendo, para a juventude atual, um inapreciável exemplo de renúncia intransigente ao pecado, de amor entusiasmado à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e de devoção entranhada a Maria Santíssima. (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2012, n. 122, p. 32 à 35)
SANTA GEMMA E SÃO GABRIEL